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Motorista que acompanhava fotógrafo da Efe preso em Caracas é libertado

31/01/2019 16h45

Caracas, 31 jan (EFE).- O motorista venezuelano José Salas, que foi detido em Caracas junto com o fotojornalista colombiano da Agência Efe Leonardo Muñoz, foi libertado nesta quinta-feira depois de quase 24 horas de detenção e já se encontra com sua família.

Salas disse à Efe que foi detido por uma comissão do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin) quando levava Muñoz até San Bernardino, no centro de Caracas, e sua motocicleta morreu nos arredores do prédio da Controladoria da Venezuela.

"Leonardo (Muñoz) viu um grafite ao final de uma parede e foi fazer uma foto, e os funcionários de segurança da Controladoria nos abordaram", disse o motorista, que não lembra com "exatidão" a mensagem do grafite.

Após serem retidos nesse local por cerca de uma hora, uma comissão do Sebin os transferiu posteriormente até uma das suas sedes em Caracas, conhecida como El Helicoide.

Salas indicou que ali foi interrogado e informado de que estaria detido até que fossem feitas averiguações.

"A foto foi feita em uma área de segurança, é o que eles estavam alegando (...), mas levar isso a essas instâncias por uma foto de um grafite, não vale a pena", acrescentou.

Além disso, o motorista disse que não recebeu maus tratos e que passou a noite em um salão e não em uma cela.

Salas foi um dos quatro trabalhadores da Agência Efe que foram detidos nesta quarta-feira pelos corpos de segurança da Venezuela e que acabam de ser postos em liberdade.

Além de Salas e Muñoz, a colombiana Maurén Barriga e o espanhol Gonzalo Domínguez foram detidos horas mais tarde e também passaram a noite em El Helicoide.

Os três correspondentes se encontraram com o cônsul adjunto espanhol em Caracas, Julio Navas, que já confirmou que todos se encontram em boas condições.

Além disso, se reuniram com o encarregado de negócios da Colômbia na Venezuela, Germán Castañeda, que se postou na manhã desta quinta-feira nas portas de El Helicoide esperando a libertação.

O trio viajou da Colômbia para fazer a cobertura da crise venezuelana, que se elevou há uma semana quando o líder do parlamento, Juan Guaidó, se autoproclamou como presidente em exercício. EFE

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