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Ataques jihadistas marcam início das eleições presidenciais na Nigéria

23.fev.2019 - Comissão de votação aguarda eleitores em estação montada na cidade de Yola, estado nigeriano de Adamawa - Luis Tato/AFP
23.fev.2019 - Comissão de votação aguarda eleitores em estação montada na cidade de Yola, estado nigeriano de Adamawa Imagem: Luis Tato/AFP

Em Abuja

23/02/2019 06h36

Explosões e tiroteios supostamente atribuídos ao grupo jihadista Boko Haram, no nordeste da Nigéria, marcaram hoje a abertura das eleições presidenciais no país, realizadas com uma semana de atraso.

Apesar disso, a polícia local garante que "a segurança pública" não está em risco, segundo informou Damian Chukwu, inspetor do estado de Borno (o mais castigado pela violência do Boko Haram).

Os ataques ocorreram por volta das 6h (horário local, 2h de Brasília) - duas horas antes do início das eleições -, na cidade de Maiduguri, segundo informou o jornal Premium Times, e não há, por enquanto, informações sobre vítimas.

No resto do país, os nigerianos começaram a votar pontualmente e inclusive faziam fila antes da abertura dos colégios.

O atual presidente e candidato à reeleição, Muhammadu Buhari, esteve entre os que escolheram votar cedo na sua cidade, Daura, no noroeste do país.

Espera-se que hoje cerca de 73 milhões de pessoas (num total de 84 milhões de eleitores) participem do pleito onde 73 candidatos concorrem à presidência da Nigéria.

Buhari, de 76 anos e líder do governante Congresso de Todos os Progressistas (APC, sigla em inglês), tem como principal adversário o ex-vice-presidente e empresário Atiku Abubakar, de 72 anos, e candidato da oposição pelo Partido Democrático Popular (PDP).

O país mais populoso da África e a principal economia do continente também renovará o Senado e a Câmara dos Representantes.

As eleições estavam previstas para o último dia 16, mas a Comissão Eleitoral Independente da Nigéria (INEC, sigla em inglês) anunciou sua suspensão faltando apenas cinco horas para a abertura dos colégios.

Essa decisão provocou uma onda de descontentamento que levantou preocupações com seu possível impacto negativo na participação dos eleitores.

A segurança é outra grande preocupação, embora Buhari tenha reforçado com tropas as regiões mais sensíveis como o nordeste do país.

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