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Índia bombardeia território paquistanês, diz agência de notícias local

26/02/2019 03h50

Nova Délhi, 26 fev (EFE).- Caças indianos bombardearam nesta terça-feira acampamentos insurgentes dentro do território paquistanês, uma ação que acontece quase duas semanas após o ataque terrorista que matou 42 policiais na Caxemira indiana, segundo informações de fontes não identificadas das Forças Aéreas indianas à agência local de notícias "ANI".

"Doze aviões Mirage 2000 participaram da operação que arremessou 1 mil quilos de bombas sobre acampamentos terroristas ao longo da LOC (Linha de Controle, fronteira de fato que separa a Índia e o Paquistão, em Caxemira), destruindo-os totalmente", revelaram à "ANI", fontes das Forças Aéreas indianas (IAF) não identificadas.

De acordo com as fontes consultadas pela agência indiana, o bombardeio ocorreu aproximadamente às 3h30 (hora local).

Fontes do Ministério da Defesa indiano, consultados pela Agência Efe asseguraram não ter informações sobre o ataque.

Já o Exército paquistanês informou sobre o bombardeio, embora assegurasse que não havia "vítimas ou danos".

"Após uma resposta efetiva da Força Aérea do Paquistão (caças indianos) descarregaram uma carga enquanto escapavam, que caiu em Balakot", na Caxemira sob controle do Paquistão, disse em sua conta no Twitter, o porta-voz do gabinete de comunicação do Exército paquistanês, o major-general Asif Ghafoor.

O porta-voz compartilhou fotos na rede social que mostravam uma cratera e aparentes destroços de uma bomba.

O ataque suicida com um veículo carregado de explosivos aconteceu no último dia 14 e foi reivindicado pelo grupo terrorista islâmico Jaesh-e-Mohammad (JeM), que é baseado em solo paquistanês.

Nova Délhi, que acusou o Paquistão de apoiar o terrorismo após o ataque, anunciou sua intenção de isolá-lo diplomaticamente e aumentou os impostos sobre as importações paquistanesas em 200%.

Além disso, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, deu carta branca para a resposta do Exército do seu país e desde então a ameaça de uma possível resposta militar da Índia contra o Paquistão estava no ar. EFE