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Parlamento britânico rejeita tratado de saída do Brexit

29/03/2019 12h31

Londres, 29 mar (EFE).- A Câmara dos Comuns do Reino Unido rejeitou nesta sexta-feira, pela terceira vez, o tratado de saída do país da União Europeia (UE) estipulado com Bruxelas, no dia em que estava prevista a materialização do "divórcio" do bloco europeu.

Por 286 votos a favor e 344 contrários, a Câmara se recusou a dar o sinal verde ao texto sobre os termos da saída, ao fim de uma jornada parlamentar na qual a declaração política que acompanha esse documento não foi submetida à votação.

Uma vez revelados os votos, a primeira-ministra britânica, Theresa May, disse que este resultado tem "graves" consequências e admitiu que teme que a Câmara tenha chegado ao limite do "processo".

Com esta rejeição, o Governo não poderá prorrogar o "brexit" em 22 de maio, como esperava, e a nova data para a saída ficou fixada em 12 de abril, quando o Reino Unido terá que apresentar novas propostas e solicitar uma prorrogação mais longa ou sair do bloco europeu sem acordo nenhum.

A chefe do Governo avisou que, com este resultado, é "quase certo" que o Reino Unido terá que participar das eleições europeias de maio.

Antes do término da apuração, May admitiu que não poder materializar o "brexit" hoje, a data original, representava para ela uma "pena profundamente pessoal".

A Câmara dos Comuns votou no tratado que fixa os termos da saída britânica, mas não na declaração política que o acompanha e que estabelece, em termos gerais, os objetivos da futura relação entre Londres e Bruxelas depois do "brexit".

O líder da oposição trabalhista britânica, Jeremy Corbyn, criticou a convocação desta votação ao afirmar que trata-se de um "insulto à democracia".

"O país está imerso no caos e a responsabilidade por este caos é do Governo, unicamente do Governo", acrescentou.

O acordo de saída votado hoje faz referência a um período de transição desde o momento do "brexit" até o final de 2020, estabelece os direitos dos cidadãos britânicos e comunitários e a conta que o país deverá pagar pela sua saída - de cerca de US$ 45 bilhões de euros.

Também faz referência à controversa salvaguarda irlandesa, projetada para evitar uma fronteira entre as duas Irlandas.

Está previsto que os deputados tenham na segunda-feira um dia de "votos indicativos" na Câmara Baixa para conhecer as possíveis opções sobre o "brexit" com consenso. EFE

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