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Nova cúpula entre Trump e Kim é 'totalmente possível', diz John Bolton

O líder norte-coreano, Kim Jong Un, e o presidente dos EUA, Donald Trump - KCNA VIA KNS/AFP
O líder norte-coreano, Kim Jong Un, e o presidente dos EUA, Donald Trump Imagem: KCNA VIA KNS/AFP

Em Washington

11/06/2019 12h18

O assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, afirmou hoje que é "totalmente possível" a realização de uma terceira cúpula entre o presidente Donald Trump e o líder norte-coreano Kim Jong-un após o encontro entre ambos no Vietnã em fevereiro, que foi tachado como fracassado.

"É totalmente possível (...) Estamos prontos quando eles estiverem prontos", disse Bolton em uma conferência organizada pelo jornal "The Wall Street Journal".

A Coreia do Norte lançou em maio deste ano vários mísseis balísticos de curto alcance, em testes que foram supervisionados por Kim.

Tratava-se dos primeiros testes com mísseis desde a paralisação das negociações entre EUA e Coreia do Norte para a desnuclearização da península coreana por conta da fracassada cúpula de Hanói do final de fevereiro.

Além disso, as tensões aumentaram desde que Washington decidiu requisitar recentemente um cargueiro norte-coreano que é acusado de violar as sanções impostas sobre o regime pelos testes de mísseis.

O contato entre ambas as capitais foi mínimo desde fevereiro e os Estados Unidos não receberam resposta à oferta de retomar as negociações no nível das equipes de trabalho, segundo o jornal "The Washington Post".

Na semana passada, a Coreia do Norte voltou a pedir aos EUA que modifiquem a postura no diálogo sobre desnuclearização para poder retomar as negociações e advertiu que, se não fizesse isso, comprometeria o que ambos os países concordaram na cúpula de Singapura há um ano, a primeira entre Trump e Kim.

Antes do segundo encontro do Vietnã, EUA e Coreia do Norte estiveram semanas negociando uma declaração conjunta para dar seguimento à assinada na histórica cúpula de Singapura, na qual planejavam incluir certos avanços em matéria de desnuclearização em troca de um modesto relaxamento das sanções econômicas de Washington.

Houve rumores, além disso, de que Trump e Kim poderiam assinar uma declaração de paz na península coreana, um documento não vinculativo, mas que teria um peso simbólico claro em uma região que segue tecnicamente em guerra após o armistício de 1953.

No entanto, a cúpula do Vietnã terminou antes do previsto quando Trump decidiu se levantar da mesa de negociações diante dos poucos avanços para alcançar um compromisso por parte de Pyongyang.

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