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Rússia pede retirada do bloqueio contra bens da Venezuela nos EUA

06/08/2019 16h46

Moscou, 6 ago (EFE).- A Rússia pediu nesta terça-feira a retirada do bloqueio total sobre os bens estatais do governo da Venezuela que estão sob jurisdição dos Estados Unidos imposto pelo presidente Donald Trump.

"A Rússia pede a retirada das sanções ilegítimas e das barreiras e restrições politicamente motivadas", disse um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia à agência de notícias "RIA Novosti".

Moscou considerou "urgente" a necessidade de eliminar as sanções comerciais que pesam sobre o âmbito humanitário no país latino-americano.

"Os países que estão realmente interessados no retorno da Venezuela ao caminho da prosperidade devem respeitar os estatutos da ONU e buscar vias para uma solução política da situação" no país sul-americano, afirmou o porta-voz.

A fonte ressaltou que "o elemento principal deste processo deve ser o diálogo interno na Venezuela entre as principais forças políticas que estão dispostas a colocar o destino do país à frente de suas ambições pessoais".

A ordem executiva do governo americano determina que todos os ativos do governo da Venezuela e de entidades associadas estão congelados nos Estados Unidos e que as transações econômicas com os mesmos estão proibidas, a menos que haja uma isenção específica.

Trump disse ter tomado essa decisão pela "contínua usurpação do poder por parte do ilegítimo regime" do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, "e de seus colaboradores", e também devido "à tentativa de minar a autoridade" do líder opositor Juan Guaidó, autoproclamado presidente interino e que conta com o apoio dos EUA e de cerca de 50 países.

O conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, reconheceu hoje em Lima durante a Conferência Internacional pela Democracia na Venezuela que o objetivo do bloqueio é apoiar Guaidó e isolar o regime de Maduro internacionalmente.

A Rússia se recusou a comparecer ao encontro em Lima argumentando que não acredita que o mesmo possa abrir caminho para o diálogo entre o governo e a oposição da Venezuela.

Antes de participar no final de julho da reunião do bloco Brics (Brasil, Rússia, China e África do Sul) no Rio de Janeiro, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, destacou que a situação na Venezuela está melhorando e que o processo de diálogo mediado pela Noruega está trazendo bom senso para tentar solucionar a crise no país latino-americano.

Lavrov também se mostrou convencido de que "se alguém nos EUA optar pelo uso da força, toda a América Latina irá se opor" e afirmou que Moscou apoiará "qualquer acordo" que as partes firmarem dentro das negociações mediadas pelo governo norueguês. EFE

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