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Trump ameaça destruir economia da Turquia se país passar dos limites na Síria

11.jul.2018 - Donald Trump e o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, em um encontro da Otan em Bruxelas - Tatyana ZENKOVICH / AFP
11.jul.2018 - Donald Trump e o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, em um encontro da Otan em Bruxelas Imagem: Tatyana ZENKOVICH / AFP

Em Washington

07/10/2019 13h44

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou hoje "aniquilar" a economia da Turquia caso o país passe dos limites na Síria, em alusão à iminente operação militar turca contra as milícias curdo-sírias no país árabe, um ataque no qual o governo americano não quer se envolver.

"Como disse antes, e só para reiterar, se a Turquia fizer algo que eu, em minha grande e inigualável sabedoria, considero fora dos limites, destruirei e aniquilarei totalmente a economia da Turquia", disse Trump pelo Twitter.

"Já fiz isso antes", acrescentou o republicano, em referência à queda da lira turca, que perdeu 25% do valor em agosto, quando os Estados Unidos pressionavam economicamente pela libertação do missionário Andrew Brunson, que estava preso na Turquia desde outubro 2016 por supostamente colaborar com terroristas.

De maneira surpreendente, Trump anunciou na noite de domingo a saída das tropas americanas do norte da Síria. Ao explicar a retirada, Trump afirmou que "está na hora de sair de ridículas guerras sem fim".

Trump recomendou à Turquia que, "junto com a Europa e outros", vigie os combatentes e as famílias capturadas pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI).

"Os EUA fizeram muito mais do que qualquer um poderia ter esperado, incluindo a captura de 100% do califado do EI. É hora de outros na região, alguns com uma grande riqueza, protegerem o próprio território", argumentou.

No fim de semana passado, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, adertou que é "iminente" uma intervenção militar em território sírio contra as milícias curdo-sírias a leste do rio Eufrates. Segundo ele, acabou a paciência da Turquia para esperar o apoio dos EUA nesta ação.

O objetivo da operação é acabar com as milícias curdo-sírias Unidades de Proteção do Povo (YPG), um dos mais fiéis aliados dos EUA na luta contra o Estado Islâmico (EI), mas consideradas "terroristas" pela Turquia devido aos vínculos com o proscrito Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), a guerrilha curda ativa na Turquia.

No comunicado, a Casa Branca também anunciou que, a partir de agora, a Turquia "será responsável" por todos os combatentes do EI que se encontram no norte da Síria e que foram capturados nos dois últimos anos, após o grupo jihadista perder o controle territorial dessa área.

Trump também se queixou da recusa de alguns países europeus a receber e julgar os seus cidadãos que se tornaram soldados do EI. Segundo o republicano, os EUA não assumirão mais esse custo.

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