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Netanyahu rejeita pedido de Biden e diz que operação em Gaza continuará

13.mai.2021 - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante entrevista coletiva - Yuval Chen/Pool/AFP
13.mai.2021 - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante entrevista coletiva Imagem: Yuval Chen/Pool/AFP

EFE

19/05/2021 23h07

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta quarta-feira que está "decidido" a continuar a operação militar em Gaza, pouco após conversar com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que pediu "uma desescalada significativa" da tensão entre israelenses e palestinos.

"Estou decidido a continuar esta operação até que alcance seu objetivo: devolver a tranquilidade e a segurança aos cidadãos de Israel", comentou o premiê, em declarações divulgadas pelo gabinete de imprensa do governo israelense.

A escalada bélica entre as milícias palestinas de Gaza e Israel chegou ao décimo dia. O conflito recente já matou ao menos 219 palestinos da Faixa de Gaza e 12 pessoas em Israel.

"A cada dia que se passa, atacamos mais capacidades das organizações terroristas. Atacamos mais comandantes superiores, derrubando mais edifícios terroristas e atacando mais arsenais", afirmou Netanyahu após visitar a sede do Exército em Tel Aviv.

O premiê agradeceu ao "apoio do amigo e presidente dos EUA, Joe Biden, ao direito do Estado de Israel à autodefesa', sem mencionar o pedido do americano de uma "desescalada significativa", feito por telefone.

Nesta manhã, Netanyahu se reuniu com embaixadores e antecipou a intenção de continuar com a ofensiva contra Gaza com a justificativa de que é "um direito natural de Israel" se defender.

"Estamos tentanto maximizar (a operação para restaurar) a tranquilidade e o período de calma que Israel possa ganhar", disse o governante aos embaixadores, em referência aos ataques aéreos contra alvos das milícias dos grupos islâmicos Hamas e Jihad Islâmica.

Para alcançar esta meta, Netanyahu disse que "há duas maneiras: conquistar (Gaza), o que sempre é uma possibilidade, ou dissuadi-los" de atacar o território israelense.

"Estamos imersos agora em (aplicar) uma dissuasão contundente, mas não descartamos nada", advertiu, deixando no ar uma possível invasão terrestre ao enclave, o que ainda não ocorreu.

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