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Biden comunicou a Netanyahu que apoia um 'cessar-fogo' em Israel

Biden comunicou a Netanyahu que apoia um "cessar-fogo" em Israel - Getty Images
Biden comunicou a Netanyahu que apoia um 'cessar-fogo' em Israel Imagem: Getty Images

Colaboração para o UOL*

17/05/2021 19h56

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, comunicou ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, nesta segunda-feira (17) que é a favor de um cessar-fogo no confronto entre israelenses e palestinos, mas se absteve de exigir abertamente uma trégua.

No telefonema com o primeiro-ministro israelense, "o presidente expressou seu apoio a um cessar-fogo e discutiu o compromisso dos Estados Unidos com o Egito e outros parceiros com esse objetivo", informou a Casa Branca. Biden tem resistido a se juntar a outros líderes mundiais e a grande parte de seu próprio partido democrata para pedir publicamente um cessar-fogo imediato em Israel.

Em um comunicado, a Casa Branca informou que o presidente reiterou o que tem sido sua mensagem principal até agora: "seu forte apoio ao direito de Israel de se defender de ataques indiscriminados com foguetes".

O presidente americano "encorajou Israel a fazer todos os esforços para garantir a proteção de civis inocentes", segundo o comunicado.

A Casa Branca, no entanto, evitou condenar qualquer aspecto dos ataques militares israelenses em andamento. Além disso, Biden pediu para Israel garantir a proteção de civis inocentes em meio ao conflito e discutiu o progresso do Exército israelense contra o Hamas e outros grupos terroristas na Faixa de Gaza. .

Algumas autoridades americanas sugeriram que opiniões mais críticas estão sendo transmitidas em privado.

A ligação entre os dois líderes ocorreu na esteira de devastadores ataques aéreos israelenses. No domingo, Israel conduziu um bombardeio que destruiu várias casas na Faixa de Gaza. A ofensiva, a mais mortal até agora no conflito em curso, matou pelo menos 42 pessoas. Enquanto isso, mais de 3 mil foguetes disparados pelos palestinos atingiram cidades israelenses.

Ontem (16), inclusive, Netanyahu defendeu um ataque aéreo contra um prédio de 12 andares que abrigava a mídia internacional, citando a inteligência de que o Hamas estava usando uma parte do edifício para planejar atentados terroristas.

Autoridades de saúde em Gaza afirmaram que o número de palestinos mortos desde o início das hostilidades na semana passada chegou a 212, incluindo 61 crianças e 36 mulheres. Dez pessoas foram mortas em Israel, entre elas duas crianças.

Tiros na direção do Líbano

O exército israelense disparou tiros de artilharia na direção do sul do Líbano após o lançamento, sem sucesso, de seis foguetes contra o norte de Israel, informou o exército israelense.

"Detectamos seis tentativas de lançamento de foguetes do Líbano e (estes) não pousaram em território israelense", informou o exército israelense, acrescentando que, em resposta, efetuou disparos "na direção do ponto de lançamento".

Em Beirute, uma fonte militar libanesa disse à AFP que "três foguetes do tipo Grad foram disparados do setor das fazendas Shebaa", uma área disputada entre os dois países, que estão tecnicamente em guerra.

De acordo com a mesma fonte libanesa, Israel revidou o ataque.

É a segunda vez que foguetes são disparados do Líbano contra Israel desde o início das hostilidades entre o exército israelense e o movimento palestino Hamas em Gaza.

(Com informações da AFP, Reuters e Ansa)

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