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Joe Biden lamenta morte de Colin Powell: "Honra e dignidade inigualáveis"

Joe Biden lamentou o falecimento do general por meio de comunicado divulgado pela Casa Branca - Evelyn Hockstein/Reuters
Joe Biden lamentou o falecimento do general por meio de comunicado divulgado pela Casa Branca Imagem: Evelyn Hockstein/Reuters

18/10/2021 23h03

Washington, 18 out (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou nesta segunda-feira que o ex-secretário de Estado Colin Powell, que morreu mais cedo, era "um amigo e um patriota de honra e dignidade inigualáveis".

O atual chefe de governo americano se manifestou sobre o falecimento do general por meio de comunicado divulgado pela Casa Branca.

"Jill (primeira-dama dos EUA) e eu estamos profundamente tristes pela morte de nosso querido amigo", afirmou o atual presidente, que recebeu o voto de Powell, segundo o próprio ex-secretário de Estado revelou.

Powell, primeiro negro a ocupar o cargo nos Estados Unidos, morreu hoje, aos 84 anos, por causa de complicações relacionadas à covid-19, segundo divulgou a família do general.

"Esteve comprometido, sobretudo, com a fortaleza e segurança de nosso país, tendo lutado em guerras, entendeu melhor do que ninguém que o poderio militar, por si só, não é suficiente para manter a paz e a prosperidade", escreveu Biden.

Além disso, o presidente destacou que, "desde sua perspectiva privilegiada da história, assessorando presidente e dando forma às políticas da nação, Colin liderou, mediante seu compromisso pessoal com os valores democráticos que fazem forte o país".

O general de quatro estrelas, que nasceu em Nova York, morreu no centro médico militar Walter Reed, que fica nos arreadores de Washington.

Powell foi secretário de Estado no governo do presidente George W. Bush, entre 2001 e 2005. Antes disso, havia sido chefe do Estado Maior Conjunto americano durante a primeira guerra do Golfo, ocorrida de 1989 a 1991.

Embora tenha sido um dos homens mais influentes das últimas décadas no mundo, o general viveu um dos momentos mais delicados da carreira pelo polêmico discurso no Conselho de Segurança da ONU, em 2003.

Na ocasião, Powell defendeu a intervenção militar no Iraque, ao garantir que o presidente do país, Saddam Hussein, contava com armas de destruição em massa, o que depois reconheceu ter sido um erro.

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