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1 mês

EUA: Morre Colin Powell, ex-secretário de Estado, por complicações da covid

Do UOL, em São Paulo*

18/10/2021 09h26Atualizada em 18/10/2021 10h11

O general Colin Powell, ex-secretário de Estado dos Estados Unidos, morreu hoje de complicações causadas pela covid-19. A confirmação foi feita pela família em sua página no Facebook. Ele tinha 84 anos e foi o primeiro secretário de Estado negro do país, durante o governo de George W, Bush (2001 a 2009).

"O general Colin L. Powell, ex-secretário de Estado dos EUA e presidente da Junta de Chefes de Estado-Maior, morreu na manhã de hoje devido a complicações da covid-19", escreveu a família Powell no Facebook.

"Perdemos um marido, um pai, um avô notável e amoroso e um grande americano", disseram eles, observando que ele estava totalmente vacinado.

Powell foi uma das figuras negras mais importantes da América por décadas. Ele foi nomeado para cargos importantes por três presidentes republicanos e alcançou o topo do exército dos Estados Unidos enquanto recuperava seu vigor após o trauma da Guerra do Vietnã.

Powell, que foi ferido no Vietnã, serviu como conselheiro de segurança nacional dos EUA sob o presidente Ronald Reagan de 1987 a 1989. Como general de quatro estrelas do Exército, ele foi presidente do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas no governo do presidente George Bush durante a Guerra do Golfo de 1991, na qual as forças lideradas pelos EUA expulsaram as tropas iraquianas do vizinho Kuwait.

Powell, um republicano moderado e pragmático, considerou a possibilidade de se candidatar e tentar se tornar o primeiro presidente negro em 1996, mas as preocupações de sua esposa Alma com sua segurança o ajudaram a decidir o contrário. Em 2008, ele rompeu com seu partido para apoiar o democrata Barack Obama, que se tornou o primeiro negro eleito para a Casa Branca.

Powell estará para sempre associado à sua apresentação controversa em 5 de fevereiro de 2003, ao Conselho de Segurança da ONU, argumentando a favor do caso do então presidente George W. Bush de que o presidente iraquiano Saddam Hussein constituía um perigo iminente para o mundo por causa de seus estoques de armas químicas e biológicas.

Powell admitiu mais tarde que a apresentação estava repleta de imprecisões e informações distorcidas fornecidas por outros no governo Bush e representou "uma mancha" que "sempre fará parte do meu histórico".

*Com informações das agências AFP e Reuters

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