Papa diz querer viajar ao Sudão do Sul com líder da Igreja Anglicana

Por Philip Pullella

ROMA (Reuters) - O papa Francisco disse neste domingo que quer realizar uma viagem ao Sudão do Sul ao lado do chefe da Igreja Anglicana para chamar atenção ao sofrimento de pessoas afetadas pela guerra civil e fome.

Francisco expressou o desejo em comentários improvisados durante uma visita à igreja anglicana de Roma, a primeira de um papa ao local, para marcar o aniversário de 200 anos de sua abertura.

"Meus assessores e eu estamos estudando a possibilidade de uma viagem ao Sudão do Sul", disse o papa, em resposta a uma pergunta sobre igrejas cristãs na África.

Ele lembrou que em outubro bispos católico, episcopal e presbiteriano do Sudão do Sul foram a Roma para discutir a situação no país e convidaram o líder a visitá-lo.

Francisco disse que eles disseram a ele "mas não venha sozinho, venha com Justin Welby, o arcebispo de Canterbury". Welby é o líder espiritual da comunidade anglicana, que tem cerca de 85 milhões de membros e é a terceira maior denominação cristã.

"A situação está um pouco feia lá, mas temos que fazer isto porque os três deles (os bispos locais de igrejas diferentes) querem paz e estão trabalhando juntos pela paz", disse Francisco.

O Sudão do Sul, que se tornou independente em 2011, entrou em guerra civil em dezembro de 2013 quando uma disputa entre o presidente Salva Kiir e seu vice demitido Riek Machar terminou em confrontos, ocorrendo também em linhas étnicas. Ambos lados atacaram civis, segundo grupos de direitos humanos.

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