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É provável que Parlamento britânico cogite novo referendo do Brexit, diz ministro

O manifestante pró-UE, Steve Bray em frente o parlamento de Londres. Em seus cartazes, os dizeres "parem a bagunça do Brexit" e "As coisa mudaram. É hora de reavalia-las" - Ben Stansall/AFP
O manifestante pró-UE, Steve Bray em frente o parlamento de Londres. Em seus cartazes, os dizeres 'parem a bagunça do Brexit' e 'As coisa mudaram. É hora de reavalia-las" Imagem: Ben Stansall/AFP

12/04/2019 12h13

O ministro das Finanças do Reino Unido, Philip Hammond, disse hoje que é muito provável que a ideia de um segundo referendo sobre a separação britânica da União Europeia volte a ser apresentada ao Parlamento em algum momento, mas que o governo continua se opondo a qualquer novo plebiscito.

Hammond disse que haveria pouco tempo para realizar um novo referendo antes de 31 de outubro, data para a saída do país do bloco.

"É uma proposta que pode e, ao que tudo indica, muito provavelmente será apresentada ao Parlamento em algum momento", disse Hammond a repórteres em Washington, onde participa de reuniões no Fundo Monetário Internacional (FMI).

A ideia de um novo referendo foi uma das várias alternativas ao acordo da primeira-ministra britânica, Theresa May, submetidas aos parlamentares no último mês e que não conseguiram obter maioria no Parlamento.

Hammond disse que o governo May mantém sua oposição a uma nova consulta popular.

"A posição do governo não mudou. O governo se opõe a um referendo confirmatório, e portanto não o apoiaria".

Mas muitos parlamentares do opositor Partido Trabalhista estão pressionando seu líder, Jeremy Corbyn, a incluir um novo referendo em suas exigências nas conversas com o governo para como romper o impasse do Brexit no Parlamento.

Hammond disse acreditar que o governo e os trabalhistas chegarão a um acordo nos próximos dois meses.

Ele disse que provavelmente levaria seis meses para organizar qualquer novo referendo, o que significa que haveria pouco tempo antes da nova data de saída de 31 de outubro acordada por líderes da UE nesta semana.

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