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Bolsonaro ameniza tom com Fernández e diz que não quer brigar com Argentina

O presidente Jair Bolsonaro discursa em evento com militares ontem no Palácio do Planalto - EVARISTO SA/AFP
O presidente Jair Bolsonaro discursa em evento com militares ontem no Palácio do Planalto Imagem: EVARISTO SA/AFP

Lisandra Paraguassu

Em Brasília

10/12/2019 13h00

Depois de decidir de última hora enviar o vice-presidente Hamilton Mourão para a posse do novo presidente argentino, Alberto Fernández, o presidente Jair Bolsonaro também aliviou o tom com o novo governo do país vizinho e repetiu que não quer brigar com a Argentina.

"Não queremos brigar com ninguém, queremos fazer comércio com o mundo todo. Não queremos brigar com a Argentina", disse o presidente na manhã desta terça-feira ao conversar com jornalistas na saída do Palácio da Alvorada.

Bolsonaro, que desde o início afirmou que não iria pessoalmente na posse de Fernández, inicialmente havia decidido enviar o ministro da Cidadania, Osmar Terra, como seu representante. No entanto, ontem pela manhã confirmou que Terra não iria mais e disse que estava analisando a "lista de convidados".

Os convites ao boliviano Evo Morales, o cubano Raúl Castro, assim como ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, haviam irritado Bolsonaro.

No entanto, à tarde, depois de reunião com o próprio Mourão, o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, e o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho, Bolsonaro decidiu pela presença do vice para manter os canais abertos com o país vizinho.

Ao comentar a relação com os vizinhos, o presidente fez questão de lembrar que o partido do ex-presidente argentino Maurício Macri fez uma boa bancada no Congresso, e que o novo governo teria problemas para "impor sua política".

"Estou torcendo que a Argentina dê certo. Se bem que os números dizem que vão ter mais dificuldades que nós", comentou.

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