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Vacina para covid-19: acordo pode ser ampliado em caso de dose de reforço, diz Saúde

Funcionária da Universidade Federal de São Paulo no local onde está sendo testada a vacina Oxford/AstraZeneca -
Funcionária da Universidade Federal de São Paulo no local onde está sendo testada a vacina Oxford/AstraZeneca

12/08/2020 19h09

O acordo do governo brasileiro com o laboratório britânico AstraZeneca, que prevê a compra de 100 milhões de doses da vacina contra a covid-19 em desenvolvimento pela empresa junto com a Universidade de Oxford, pode ser ampliado caso se confirme a necessidade de uma dose de reforço, afirmou hoje o secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Hélio Angotti.

Além da possível ampliação das doses previstas no acordo com a AstraZeneca, que também prevê transferência de tecnologia para futura produção local da vacina no Brasil, o governo federal pode adquirir outras opções de imunização de laboratórios diferentes que também estão desenvolvendo vacinas contra o novo coronavírus.

"100 milhões de doses é um número que pode ser expandido", disse Angotti em entrevista coletiva transmitida pela internet.

"Nós partimos de um número de doses e ele é qualificado pela eficácia da vacina, com esses resultados, e com o que tem disponível em termos de doses, se é uma vez ou duas vezes, nós partimos para uma adaptação e uma estratégia", acrescentou.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta semana a aplicação de uma segunda dose nos testes realizados no Brasil da possível vacina para covid-19 desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford.

A Anvisa autorizou a aplicação da chamada dose de reforço por meio de mudança no protocolo da pesquisa da vacina. A justificativa para a mudança, conforme a Anvisa, é que a publicação de alguns resultados mostou que "a dose de reforço aumenta a chance de imunização".

O governo brasileiro, por meio do Ministério da Saúde e da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), assinou um memorando de entendimento com a AstraZeneca que prevê a compra de 30 milhões de doses da vacina, com entrega em dezembro deste ano e janeiro do ano que vem, e a possibilidade de aquisição de mais 70 milhões se a vacina tiver eficácia e segurança comprovadas.

Além disso, o acordo prevê a transferência da tecnologia desenvolvida pela Universidade de Oxford para produção local na Fundação Oswaldo Cruz, com previsão do ministério de início ainda no primeiro semestre de 2021 — o que foi colocado em dúvida por especialistas ouvidos pelas Reuters devido à complexidade do processo de transferência de tecnologia.

O governo federal destinou 1,9 bilhão de reais para o projeto.

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