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Forças de segurança de Mianmar lançam granadas e matam mais de 80 manifestantes

Ativistas fizeram uma demonstração simulada de violência e abuso durante um protesto contra o golpe militar em Mianmar, em frente à embaixada da China em Washington, EUA - JAMES LAWLER DUGGAN/REUTERS
Ativistas fizeram uma demonstração simulada de violência e abuso durante um protesto contra o golpe militar em Mianmar, em frente à embaixada da China em Washington, EUA Imagem: JAMES LAWLER DUGGAN/REUTERS

10/04/2021 14h13

(Reuters) - Forças de segurança de Mianmar usaram lança-granadas contra manifestantes em uma cidade próxima a Yangon na sexta-feira, matando mais de 80 pessoas, afirmou o grupo de monitoramento Associação de Assistência para Prisioneiros Políticos e veículos locais de notícias.

A associação e o veículo Myanmar Now afirmaram neste sábado que 82 pessoas foram mortas durante protestos contra o golpe militar de 1º de fevereiro no país. O ataque começou antes do amanhecer na sexta-feira e continuaram ao longo da tarde, disse o Myanmar Now.

"É como um genocídio", teria dito um organizador do protesto chamado Ye Htut, segundo o Myanmar News. ?Eles estão atirando contra qualquer sombra.?

Um porta-voz da junta limitar não pôde ser contatado neste sábado.

A associação, que mantém uma contagem diária de manifestantes mortos e presos pelas forças de segurança, havia dito anteriormente que 618 pessoas tinham sido assassinadas desde o golpe.

Esse número é contestado pelos militares, que afirmam que realizaram o golpe porque a eleição de novembro vencida pelo partido de Aung San Suu Kyi foi fraudada. A comissão eleitoral rechaça essa afirmação.

O porta-voz da junta, o major-general Zaw Min Tua, disse em entrevista coletiva na sexta-feira na capital Naypyitaw que o Exército havia registrado 248 mortes de civis e 16 de policiais, e que nenhuma arma automática havia sido usada pelas forças de segurança.

(Redação da Reuters)

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