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Guerra da Rússia-Ucrânia

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Conteúdo publicado há
1 mês

Biden oferece mais ajuda militar à Ucrânia enquanto Otan se prepara para conflito longo

O presidente dos EUA, Joe Biden, fala na Conferência da Cidade do Congresso da Liga Nacional das Cidades no Marriott Marquis em Washington, DC, em 14 de março de 2022 - Nicholas Kamm/AFP
O presidente dos EUA, Joe Biden, fala na Conferência da Cidade do Congresso da Liga Nacional das Cidades no Marriott Marquis em Washington, DC, em 14 de março de 2022 Imagem: Nicholas Kamm/AFP

30/06/2022 13h22

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse nesta quinta-feira que os EUA irão fornecer mais 800 milhões de dólares em armas e ajuda militar à Ucrânia, saudando a coragem dos ucranianos desde a invasão russa em fevereiro.

Falando após uma cúpula da Otan em que a aliança aceitou as entradas de Finlândia e Suécia, Biden disse que os Estados Unidos e seus aliados estão unidos para enfrentar o presidente russo, Vladimir Putin.

"Não sei como vai terminar, mas não vai acabar com a Rússia derrotando a Ucrânia", disse Biden em entrevista coletiva. "A Ucrânia já deu um duro golpe na Rússia."

Biden, que pareceu estar preparando os aliados para um longo conflito na Ucrânia, apesar de ter falado em março sobre uma possível vitória, acrescentou: "Vamos apoiar a Ucrânia pelo tempo que for necessário". Ele se recusou a dar mais detalhes.

O anúncio de mais armas se soma aos mais de 6,1 bilhões de dólares já oferecidos pelos Estados Unidos desde que as forças russas entraram na Ucrânia em 24 de fevereiro e provocaram uma guerra em grande escala na Europa.

Os planos para uma nova ajuda, à medida que a Otan se reposiciona novamente nos moldes da Guerra Fria com um aumento em massa de forças em estágio de prontidão, vieram após os ucranianos usaram obuses para retomarem a Ilha da Cobra.

Biden já havia prometido enviar mais tropas norte-americanas, aviões de guerra e navios de guerra para a Europa, uma vez que a Otan decidiu fortalecer suas estruturas, colocando mais de 300.000 soldados em alerta máximo a partir de meados do próximo ano.

"Os EUA estão fazendo exatamente o que eu disse que faríamos se a Rússia invadisse, aumentando nossa postura de força na Europa", disse Biden. "Os Estados Unidos estão reunindo o mundo para ficar com a Ucrânia."

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, disse que o Reino Unido fornecerá mais 1 bilhão de libras (1,22 bilhão de dólares) em ajuda militar à Ucrânia, enquanto o presidente francês, Emmanuel Macron, disse que a França em breve entregará mais seis armas Caesar.

A contribuição britânica inclui sistemas de defesa aérea e novos equipamentos de guerra eletrônica, levando o apoio a mais de 2,3 bilhões de libras desde a invasão de Moscou — uma quantia financeira que o governo britânico disse estar atrás apenas da ajuda dos EUA.

Putin não parece pronto para se retirar ou negociar os termos de um acordo de paz, disse Johnson.

"Parece que não há nada sobre o que falar. Porque não é apenas que o povo ucraniano acharia muito difícil fazer um acordo, Putin nem está oferecendo um acordo", disse Johnson em entrevista coletiva.