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Randolfe questiona endereço dado por empresário em Macapá: 'Meio insalubre'

14/09/2021 16h18

Durante depoimento de Marcos Tolentino, advogado e apontado como 'sócio oculto' do FIB Bank para a CPI da Covid, Randolfe Rodrigues apresentou imagens de endereço que Tolentino tem registro domiciliar em Macapá. O local, tido como humilde, foi questionado por Randolfe por ser humilde considerando os negócios do depoente.

A residência em um terreno aparentemente abandonado, segundo vídeo mostrado na CPI, foi informada como endereço de Tolentino num processo eleitoral em que ele foi defendido pela Karina Kufa. Tolentino se manteve em silêncio sobre o endereço.

"Pelo patrimônio que o senhor tem é meio inadequado e insalubre morar em uma casa dessas", ironizou Randolfe Rodrigues, que é de Macapá e questionou se o advogado seria "seu vizinho".

Tolentino, que tem habeas corpus concedido pelo STF e tem o direito de não responder perguntas que possam o incriminar, resolveu ficar em silêncio e não responder o senador.

Tolentino nega irregularidades

Tolentino já disse, por meio de nota, que não atua na gestão do FIB Bank e negou ter cometido ilegalidade. Em seu perfil no LinkedIn, se apresenta como "advogado tributarista, administrador e dono da Rede Brasil de Televisão". Ele afirma ser presidente da rede de TV desde abril de 2007.

Diz ainda ser "empresário à frente de um grupo que possui diversas atividades, desde assessoria empresarial e tributária à construção civil". Inicialmente, o depoimento de Tolentino estava marcado para 1º de setembro. No entanto, ele apresentou atestado médico alegando dores de sequela da covid-19 e não compareceu.

Ainda assim, na véspera, participou de transmissão online do portal O Antagonista sem aparentar problemas de saúde. A situação moveu duras críticas por parte dos senadores. Antes da ida ao Senado hoje, Tolentino tentou reverter a convocação no STF..

A CPI da Covid foi criada no Senado após determinação do Supremo. A comissão, formada por 11 senadores (maioria é independente ou de oposição), investiga ações e omissões do governo Bolsonaro na pandemia do coronavírus e repasses federais a estados e municípios. Tem prazo inicial (prorrogável) de 90 dias. Seu relatório final será enviado ao Ministério Público para eventuais criminalizações.