Filho de Eike Batista divulga pelo Twitter sua versão para atropelamento de ciclista

Do UOL, em São Paulo

O filho mais velho do empresário Eike Batista, Thor Batista, divulgou no microblog Twitter nesta segunda-feira (19) sua versão sobre a morte do ciclista Wanderson Pereira dos Santos, 30, que foi atropelado por ele no último sábado (17), na rodovia Washington Luís (BR-040), na Baixada Fluminense.

Em mais de 40 itens, Thor elenca os fatos daquela noite e afirma que a vítima foi imprudente ao atravessar "repentinamente" a via. Thor Batista deve prestar depoimento sobre o acidente nesta quarta-feira (21).

Em um de seus posts, ele afirma que permaneceu todo o percurso "dentro dos limites da lei" e diz que "repentinamente um ciclista atravessou do acostamento do lado direito até o meio da faixa da esquerda, onde trafegam veículos". 

"Me recordo que Wanderson empurrava a bicicleta com o pé esquerdo no chão", completa Thor.

O filho de EIke relata ainda que ficou ferido no acidente, mas nunca deixou de se preocupar com a vítima. "Não deixarei a família desamparada sob HIPOTESE ALGUMA", afirmou. "Estava com dores no corpo, com muito sangue no corpo, tremendo de nervosismo, traumatizado. Nunca tinha sofrido um acidente. Por estes motivos, eu estava fisicamente, psicologicamente e emocionalmente INCAPACITADO de prestar socorro ao Wanderson."

  • Reprodução/Twitter

O acidente foi registrado por volta das 19h30 de sábado na rodovia Washington Luís, próximo a Xerém. Wanderson  foi atingido pela Mercedes-Benz SLR McLaren conduzida pelo filho do bilionário e morreu no local. Thor estava em companhia de um amigo. Após o atropelamento, eles foram a um posto da Polícia Rodoviária Federal próximo ao local do acidente e pediram socorro. Os dois foram submetidos ao teste do bafômetro, cujo resultado deu negativo, e foram liberados. 

O advogado Cléber Carvalho Rumbelsperger, que representa a família do ciclista, afirmou que testemunhas confirmam ter visto a vítima trafegando pelo acostamento momentos antes de ser atropelado.

Segundo a Polícia Civil do Rio, o carro do empresário foi liberado logo após o atropelamento, após o advogado assinar um termo de responsabilidade se comprometendo a não adulterar as condições do veículo. Ainda não foram divulgados, no entanto, resultados de perícia, que podem indicar a velocidade em que o carro estava no momento do acidente.

 

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