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Filho de assassinada por suposto matador no RJ reconhece muro de casa na TV

Sailson afirma ter cometido 43 assassinatos nos últimos nove anos - Cezar Loureiro/Agência O Globo
Sailson afirma ter cometido 43 assassinatos nos últimos nove anos Imagem: Cezar Loureiro/Agência O Globo

Do UOL, no Rio

16/12/2014 09h23

Os filhos de uma das supostas vítimas de Sailson José das Graças, 26, que afirma ter cometido 43 assassinatos nos últimos nove anos, descobriram a identidade do assassino da mãe ao verem o muro de sua casa em uma reportagem da televisão. Segundo o telejornal "Bom Dia Rio", Marilene de Oliveira Silva de Brito trabalhava como caixa em uma padaria e morreu após ser esfaqueada em sua residência no dia 23 de janeiro no bairro de Santa Rita, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

João Roberto, filho de Marilene, foi com a família à DH (Divisão de Homicídios) da Baixada Fluminense nesta segunda-feira (15) para conversar com o delegado Pedro Medina. Em seus depoimentos, Saílson já havia citado a morte de uma mulher que trabalhava numa padaria no bairro de Santa Rita. Levado pelos policiais até a casa de Marilene, o suspeito reconheceu o local e disse ter escalado o muro da casa e a esfaqueado.

"Reconhecemos a casa da minha mãe na reportagem e decidimos vir à delegacia. A gente achava que tinha sido um crime passional. Chegamos a desconfiar de um ex-namorado dela, mas nunca acusamos ninguém", disse João Roberto ao "Bom Dia Rio".

Até o momento, a Polícia Civil disse ter indícios que confirmam que Saílson cometeu 11 crimes – sete homicídios e quatro tentativas de assassinato. Agentes da DH estão percorrendo os locais que ele apontou em seu depoimento em busca de provas que o liguem a outros crimes.

Saílson foi preso na última terça-feira (9) suspeito de ser o responsável pelo assassinato de uma mulher de 64 anos na Baixada Fluminense. Ele afirma ter matado 39 mulheres, um bebê e três homens. A morte e o assassinato de outras três vítimas já estavam sendo investigados pela DH. Segundo a polícia, ele teria atuado a mando da companheira, Cleusa Balbina, 42. As demais mulheres Saílson teria matado "por prazer", conforme afirmou ao ser "apresentado" à imprensa na delegacia na quinta-feira (11).

Ele já tinha quatro passagens pela polícia, mas nenhuma por assassinato: roubo e furto, em 2007; porte de arma, em 2010; e furto qualificado, em fevereiro deste ano.