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Bebê morre em Curitiba após pai deixá-la sem alimentação por 24 horas

Polícia em frente à casa em Curitiba onde bebê morreu após não receber cuidados do pai - Reprodução
Polícia em frente à casa em Curitiba onde bebê morreu após não receber cuidados do pai Imagem: Reprodução

Ed Rodrigues

Colaboração para o UOL, no Recife

20/02/2021 10h38

O pai de uma bebê de 10 meses, encontrada morta na casa onde residia, em Curitiba (PR), foi preso em flagrante suspeito de omissão. A criança foi deixada sob os cuidados dele e ficou sem alimentação por um dia inteiro.

À polícia, o suspeito disse que havia deixado uma mamadeira pronta para que a filha de 5 anos desse à irmã e que adormeceu. Ele só voltou a olhar a bebê no berço aproximadamente 24 horas depois, quando ela já havia morrido.

Segundo a Polícia Civil, a mãe da criança havia saído para trabalhar por volta das 17h da última quinta-feira (18), deixando os filhos com o pai. Quando voltou, no dia seguinte, percebeu que a criança estava muito quieta. Ao constatar que não havia respiração, a mulher acionou o Samu.

O resgate ainda tentou reanimar a bebê. O paramédico do Samu identificou vários hematomas no corpo da criança e decidiu acionar a polícia. De acordo com a equipe de salvamento, fome e desnutrição são as prováveis causas da morte da menina. O casal tem outras duas filhas, de 5 e 2 anos.

"Não sei se eles maltratam as crianças. Aparentemente, não. Mas sei que ele [o pai] é usuário de drogas. Foi até abordado há algumas semanas e estava com cocaína", disse um vizinho, que não quis se identificar.

Outra conhecida da família afirmou que a mãe das crianças é ocupada. "Só quem trabalha é ela. Não sei exatamente com o quê, mas normalmente fica 24 horas e folga outras 24. Ele era usuário de drogas, mas estava tentando deixar. Estava até frequentando uma igreja", ressaltou a mulher, que se identificou apenas como Cida.

Os pais da bebê, que não tiveram as identidades reveladas, foram levados ao DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa) de Curitiba.

A Polícia Civil informou que abriu uma investigação e que a responsabilidade da mãe ainda não foi descartada. Uma equipe do Conselho Tutelar deve avaliar as condições dos cuidados aos quais as crianças são submetidas.