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Brasil pode integrar missão de observadores na Síria; sondagens foram feitas, diz Patriota

Renata Giraldi

Da Agência Brasil, em Brasília

20/04/2012 20h07

O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse nesta sexta (20) que brasileiros podem vir a integrar a missão ampliada de observadores na Síria. Segundo ele, houve “sondagens” sobre essa possibilidade, mas o assunto ainda está em discussão na Organização das Nações Unidas (ONU).

Patriota lembrou que um oficial brasileiro esteve em Damasco para operação prévia. A ONU estuda ampliar para até 300 observadores a missão na Síria.

O chanceler ressaltou, porém, que a expectativa é que o governo do presidente sírio, Bashar Al Assad, execute o plano de paz e promova um cessar-fogo imediato.

“Consideramos com cuidado qualquer solicitação a ser feita no sentido de participarmos [de missões de observadores], pois sondagens foram feitas”, disse Patriota, depois de se reunir com ministro dos Negócios Estrangeiros da Sérvia, Vuk Jeremi?.

Vuk Jeremi? referendou a declaração de Patriota. Segundo ele, é fundamental a implementação do plano de paz proposto pelo enviado especial das Nações Unidas e Liga Árabe à Síria, Kofi Annan.

Para o chanceler sérvio, esse é o único caminho de os sírios reconquistarem a paz e a tranquilidade na região.

Há 13 meses, a Síria vive uma onda de violência causada por confrontos entre manifestantes e forças leais a Assad. Os manifestantes acusam o governo de autoritarismo, violações de direitos humanos e desrespeito à liberdade de expressão e imprensa. Na tentativa de encerrar o impasse, foi proposto o plano de paz.

No entanto, há relatos que o cessar-fogo prometido por Assad não foi posto em prática. Tropas e veículos militares são mantidos nas ruas das principais cidades, assim como organizações não governamentais informam que são frequentes os bombardeios. Estimam-se que 10 mil pessoas morreram nesse período.