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Primeira-dama de MG cria site para se defender sobre acusação de ter empresa fantasma

Fernando Pimentel (PT), ao lado da mulher, Carolina, em sua posse como governador - Luiz Costa/Jornal Hoje em Dia/Folhapress - 1º.jan.2015
Fernando Pimentel (PT), ao lado da mulher, Carolina, em sua posse como governador Imagem: Luiz Costa/Jornal Hoje em Dia/Folhapress - 1º.jan.2015

Carlos Eduardo Cherem

Do UOL, em Belo Horizonte

31/05/2015 17h55

A defesa da primeira-dama de Minas Gerais, Carolina de Oliveira Pereira, 31, criou neste domingo (31) o site www.comunicadoimprensa.com.br para apresentar documentos que comprovariam a inocência da mulher do governador Fernando Pimentel. De acordo com relatório da Polícia Federal, a primeira-dama teria uma empresa de fachada que era utilizada para operações financeiras ilegais.

O site, sem assinatura, foi criado pelo escritório paulista de advogados Bottini & Tamasauskas, que prestou serviços nas duas campanhas eleitorais da presidente Dilma Rousseff, em 2010 e 2014, ao PT.

Neste sábado (30), o governador disse que a mulher é "vítima de um equívoco" por parte da investigação. Ele informou ainda que Carolina não atendeu a imprensa, por estar grávida e muito abalada. Segundo Pimentel, por orientação médica, ela permaneceu em repouso neste fim de semana.

Nas investigações da PF, a empresa da primeira-dama, a Oli Comunicação e Imagem, é investigada sob suspeita de ter sido usada por um grupo criminoso que atuaria em campanhas políticas do PT.

A PF afirma que a empresa de Carolina Pereira teria sido usada "com a conivência" da primeira-dama. Na sexta-feira (29), a polícia também fez buscas no apartamento que Carolina de Oliveira Pereira mantém em Brasília. Ela morou na capital federal até meados do ano passado, quando Pimentel se candidatou ao governo de Minas Gerais.

Em sua defesa, o site informa que a empresa da primeira-dama exerceu suas "funções de maneira regular entre 2012 e o final de 2014. Neste período, nunca recebeu recurso público ou de partidos políticos. A empresa também jamais teve qualquer vinculação financeira com as empresas que são objetos da investigação da chamada Operação Acrônimo".

O site ainda contesta a informação de que a Oli seria uma empresa de fachada. Os advogados da primeira-dama afirmam que o endereço foi sede da empresa, que foi fechada no fim de 2014.

A empresa de Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, preso na Operação Acrônimo por conta de suspeitas de desvio de recursos públicos para campanhas do PT, teria assumido o local posteriormente.

"A empresa de comunicação nunca foi fantasma, pois tinha clientes", diz a defesa. Ela foi fechada quando se Carolina mudou de Brasília para Belo Horizonte, no ano passado.

"Sua sócia, Carolina Oliveira, é jornalista, trabalhou na grande imprensa e, posteriormente, em um grande escritório de assessoria de imprensa e RP, reconhecido internacionalmente", diz o texto da defesa. Na sequência, são apresentados documentos que atestam a existência da empresa e a descrição de suas atividades.