Topo

Esse conteúdo é antigo

Barros diz que relação do governo com Congresso não tem a ver com emendas

Deputado Ricardo Barros disse que "não há nada de errado" no pagamento das emendas de relator - Agência Senado
Deputado Ricardo Barros disse que 'não há nada de errado' no pagamento das emendas de relator Imagem: Agência Senado

Do UOL, em São Paulo

09/11/2021 22h00

O líder do governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP-PR), disse hoje que a relação do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) com o Congresso não tem a ver com o pagamento de emendas de relator. Para ele, o apoio e votos favoráveis nas pautas de interesse estão relacionados a "convencimento e ideologia".

"A relação do governo com os parlamentares é mais ampla. Muito mais ampla do que as emendas de relator. Tem todo um contexto de convicção, de convencimento, de ideologia, que faz com que essa base vote com o governo Bolsonaro", disse, em entrevista ao programa Em Pauta, da GloboNews.

Para Barros, prova disso é que mesmo com a suspensão não houve mudança de quórum nas votações. Assim, segundo ele, as emendas "fazem parte de um contexto da relação governo e Parlamento, tanto Câmara quanto Senado, mas não é o essencial."

Hoje, o STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria para suspender o pagamento de emendas do chamado "orçamento secreto" do Congresso. A maior parte dos ministros votou, portanto, a favor da decisão da relatora do caso, ministra Rosa Weber. O julgamento, só será concluído às 23h59 de amanhã.

O deputado disse, ainda, que a decisão do Supremo é uma "lamentável interferência do ativismo politico do Judiciário no Executivo e Legislativo".

O instrumento, que tem o nome técnico RP9, foi suspenso por Weber devido à falta de transparência. Isso porque esse tipo de emenda não permite a identificação individual dos autores dos pedidos de aplicação de verba e o respectivo destino do dinheiro.

Esses recursos estariam sendo usados pelo governo para obter apoio político no Congresso, já que não requerem o detalhamento dos gastos e são destinadas a apenas alguns parlamentares. Por isso, a decisão do STF pode significar uma derrota para o Planalto, já que Bolsonaro pode perder apoio no Congresso em votações cruciais para o futuro do governo.