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Carla Araújo

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Prisão de ex-ministro é vista como 'desastre' para a campanha de Bolsonaro

Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

UOL, em Brasília

22/06/2022 10h24

A notícia da prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro caiu como uma bomba no núcleo de campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) e também no Palácio do Planalto.

Auxiliares do presidente ouvidos pela coluna classificaram a operação de Polícia Federal desta quarta-feira (22) como "um desastre", "muito ruim" e "muito grave".

A avaliação é de que a prisão enfraquece o discurso de Bolsonaro de que não há corrupção em seu governo, o que pode até mesmo mudar a estratégia da campanha que pretendia centralizar os ataques ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva justamente no tema.

Os responsáveis pela campanha de Bolsonaro dizem, porém, que ainda é cedo para fazer avaliações mais profundas do impacto da prisão de Milton Ribeiro e que ainda estão absorvendo o choque da notícia.

Apesar disso, admitem que a prisão pode dar munição para os adversários, ainda mais com a fala de Bolsonaro que disse que colocaria "a cara no fogo" por Ribeiro.

No Palácio do Planalto, a prisão também foi vista como negativa para o governo, mas há a ponderação de que a ação da PF ajudaria a diminuir o discurso de que Bolsonaro interfere nos trabalhos da Polícia Federal.

Em outubro de 2020, Bolsonaro fez um discurso em que afirmou que tinha acabado com a Lava Jato, porque, segundo ele, "não existe mais corrupção no governo". Em sua fala, o presidente admitiu, no entanto, que o suposto fim da corrupção não seria uma virtude e sim uma obrigação.

Hoje, após a prisão do ex-ministro, Bolsonaro disse em uma entrevista que Milton Ribeiro é que deve responder pelos seus atos.

"É como a questão do Milton, lamento. A imprensa vai dizer que tá ligado a mim, etc. Paciência. Se tiver algo de errado, ele vai responder. Se tiver? Se for inocente, sem problema; se for culpado, vai pagar. O governo colabora com a investigação. A gente não compactua com nada disso", disse.

E se ele for inocentado?

Fontes do governo dizem também que o ex-ministro deve ter direito a se defender e que poderia ainda provar que é inocente.

Um desses auxiliares, que admitiu a gravidade da prisão, ressaltou que ainda tem "total confiança no Milton".

O líder do governo, Ricardo Barros, usou as redes sociais para defender a mesma linha. "Muitos que foram presos hoje estão inocentados após conclusão das investigações. Espero que seja esse o caso do reverendo Milton Ribeiro".