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Ernesto ganha licença de um ano do Itamaraty

O presidente Jair Bolsonaro conversa com o chancele Ernesto Araújo, no Itamaraty - MATEUS BONOMI/AGIF/ESTADÃO CONTEÚDO
O presidente Jair Bolsonaro conversa com o chancele Ernesto Araújo, no Itamaraty Imagem: MATEUS BONOMI/AGIF/ESTADÃO CONTEÚDO
Jamil Chade

Jamil Chade é correspondente na Europa há duas décadas e tem seu escritório na sede da ONU em Genebra. Com passagens por mais de 70 países, o jornalista paulistano também faz parte de uma rede de especialistas no combate à corrupção da entidade Transparência Internacional, foi presidente da Associação da Imprensa Estrangeira na Suíça e contribui regularmente com veículos internacionais como BBC, CNN, CCTV, Al Jazeera, France24, La Sexta e outros. Vivendo na Suíça desde o ano 2000, Chade é autor de cinco livros, dois dos quais foram finalistas do Prêmio Jabuti. Entre os prêmios recebidos, o jornalista foi eleito duas vezes como o melhor correspondente brasileiro no exterior pela entidade Comunique-se.

Colunista do UOL

01/09/2021 09h32

O ex-chanceler Ernesto Araújo recebeu uma licença de um ano e não atuará como diplomata até 30 de agosto de 2022. A informação está sendo divulgada nesta manhã, em boletim oficial do Itamaraty.

Não há uma explicação e, segundo a coluna apurou, ele não receberá salário durante o período afastado. O Ministério das Relações Exteriores apenas indica que ele terá "licença para tratar de interesses particulares".

"A Licença para Tratar de Interesses Particulares foi concedida hoje ao Embaixador Ernesto Araújo, nos termos do artigo 91 da Lei nº 8.112/90, conjugado com o artigo 13, caput, da Instrução Normativa nº 34 da Secretaria de Gestão e Desempenho de Pessoal, de 24 de março de 2021. A licença tem prazo de um ano e não é remunerada", explicou o Itamaraty, numa nota.

A suspeita entre diplomatas brasileiros é de que Araújo possa estar articulando o lançamento de uma candidatura, nas eleições em outubro de 2022.

Desde sua queda do comando do Itamaraty, Araújo não voltou a trabalhar. Num primeiro momento, ele foi colocado num departamento administrativo. Depois, solicitou e recebeu um período de licença de três meses, que venciam no dia 31 de agosto.

Em sua gestão, o Brasil ampliou seu isolamento internacional e se aliou a grupos de extrema-direita pelo mundo. Ele ainda fez questão de impedir um diálogo maior com a China e, em plena pandemia, passou a atacar a OMS e as entidades internacionais que tentavam coordenar uma resposta à crise sanitária.

Nos corredores do Itamaraty, o comunicado do afastamento foi recebido ainda com ironia, com funcionários questionando o motivo da licença, já que há anos ele já se ocupa de "interesses particulares".