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No Brasil, maior ameaça do coronavírus é econômica

Josias de Souza

Josias de Souza é jornalista desde 1984. Nasceu na cidade de São Paulo, em 1961. Trabalhou por 25 anos na "Folha de S.Paulo" (repórter, diretor da Sucursal de Brasília, Secretário de Redação e articulista). É coautor do livro "A História Real" (Editora Ática, 1994), que revela bastidores da elaboração do Plano Real e da primeira eleição de Fernando Henrique Cardoso à Presidência da República. Em 2011, ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo (Regional Sudeste) com a série de reportagens batizada de "Os Papéis Secretos do Exército".

Colunista do UOL

26/02/2020 18h36

O Brasil é assediado pela nova versão do coronavírus em duas dimensões: a dimensão da saúde pública e a dimensão econômica. Num setor, o da saúde, o país se planejou e reage adequadamente. Noutra área, a da economia, o Brasil perdeu tempo e corre maiores riscos. (veja o comentário acima).

Na saúde, o Brasil está no terceiro nível de risco, o mais alto na escala de prevenção. Entrou nesse estágio em função da necessidade de preparar a recepção dos brasileiros repatriados da China. Com isso, anteciparam-se providências antes mesmo da confirmação do primeiro caso de coronavírus.

Na economia, embora tivesse todas as condições para apressar a aprovação de reformas que potencializariam o crescimento e imunizariam o país contra crises externas, Brasília meteu-se numa guerra de egos que atrasa a agenda do desenvolvimento. Jair Bolsonaro, em vez e produzir vacinas, instalou no Planalto um laboratório que propaga o vírus da discórdia em velocidade estonteante.

Josias de Souza