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Folha: Setores das Forças Armadas viram braço forte e mão amiga do golpismo

Faixa em favor da intrervenção militar em frante ao Comando Militar do Sudeste, em marcha promovida por entidades evangélicas - Danilo Verrpa/Folhapress - 31/03/21
Faixa em favor da intrervenção militar em frante ao Comando Militar do Sudeste, em marcha promovida por entidades evangélicas Imagem: Danilo Verrpa/Folhapress - 31/03/21
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Reinaldo Azevedo

Reinaldo Azevedo, que publicou aqui o primeiro post no dia 24 de junho de 2006, é colunista da Folha e âncora do programa "O É da Coisa", na BandNews FM. No UOL, Reinaldo trata principalmente de política; envereda, quando necessário - e frequentemente é necessário -, pela economia e por temas que dizem respeito à cultura e aos costumes. É uma das páginas pessoais mais longevas do país: vai completar 13 anos no dia 24 de junho.

Colunista do UOL

06/05/2022 07h03

Leiam trechos da minha coluna desta sexta:
Ninguém mais tem o direito de duvidar de que setores das Forças Armadas, em concerto com o presidente Jair Bolsonaro, estão empenhados em impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva caso este vença as eleições de outubro. Chega de fingir normalidade! Chamemos as coisas pelo nome enquanto é tempo. Querem nos impor uma democracia tutelada, em que generais atuem como cabos e soldados de um capitão arruaceiro. Sem nem um jipe. Será que devemos nos tranquilizar com a informação de que William Burns, diretor-geral da CIA, deixou claro a Bolsonaro e a assessores, em julho do ano passado, que o rompimento da ordem por aqui seria inaceitável para os EUA, convidando-o a não pôr em dúvida o sistema eleitoral? Ao contrário. Como a Inteligência americana não costuma enviar mensagens com esse teor, tem-se a evidência de que a turma detectou risco real de bagunça.

Um mês depois, no dia 5 de agosto de 2021, Bolsonaro recebeu a visita de Jake Sullivan, assessor especial de Joe Biden. Este estava acompanhado de Juan Gonzalez e Ricardo Zúñiga, altos funcionários do Conselho de Segurança Nacional para o Hemisfério Ocidental. E o que fez o guia genial do golpismo? Disse ao trio que tinha a firme convicção de que Donald Trump fora vítima de fraude. E atacou as urnas eletrônicas. Vale dizer: pôs em dúvida a legitimidade de Biden e do sistema eleitoral nativo. No dia seguinte à visita, a embaixada americana no Brasil emitiu numa nota em que afirmava: "Sobre a questão das eleições brasileiras, a delegação afirmou ter grande confiança na capacidade das instituições brasileiras de realizar uma eleição justa em 2022. Também ressaltou a importância de preservar a confiança no processo eleitoral que tem longa história de legitimidade no Brasil". Dá para imaginar como foi a conversa.
(...)
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