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Polícia diz que lutadores de artes marciais planejam guerra na Paulista

31.mar.2019 - Manifestantes a favor do golpe de 1964 entraram em confronto com integrantes do protesto em repúdio à ditadura militar, na Avenida Paulista, em São Paulo. - Roberto Sungi/Futura Press/Estadão Conteúdo
31.mar.2019 - Manifestantes a favor do golpe de 1964 entraram em confronto com integrantes do protesto em repúdio à ditadura militar, na Avenida Paulista, em São Paulo. Imagem: Roberto Sungi/Futura Press/Estadão Conteúdo
Rogério Gentile

Rogério Gentile é jornalista formado pela PUC-SP. Durante 15 anos, ocupou cargos de comando na redação da Folha de S.Paulo, liderando coberturas como a dos ataques da facção criminosa PCC, dos protestos de 2013 e das eleições presidenciais de 2010 e 2014, entre outras. Editou a coluna Painel e o caderno Cotidiano e foi secretário de Redação, função em que era responsável pelas áreas de produção e edição do jornal. Atuou como repórter especial da Folha de 2017 a 2020 e atualmente é colunista.

Colunista do UOL

06/06/2020 10h29Atualizada em 06/06/2020 16h35

O serviço de inteligência da Polícia Civil detectou que lutadores de arte marciais planejam fazer uma "verdadeira guerra" amanhã na avenida Paulista.

Atos contra e a favor do presidente Jair Bolsonaro estavam previstos para ocorrer no local, embora o juiz Rodrigo Galvão Medina tenha proibido que grupos manifestamente antagônicos realizem protestos no mesmo horário.

O alerta sobre a ação do grupo de lutadores foi feito ontem pelo delegado seccional do centro, Roberto Monteiro, em reunião realizada na sede do 2º batalhão de Policiamento de Choque. Ele disse também que já foi aberto um inquérito para investigar a ação de grupos neonazistas. No domingo passado, houve conflito entre manifestantes, que acabaram sendo dispersados por bombas de gás da PM.

Na reunião, os policiais, representantes do Ministério Público e da prefeitura tentaram convencer os líderes dos movimentos a se manifestarem em dias diferentes (sábado e domingo). O subprefeito da Sé, Roberto Arantes, disse que a Paulista é um eixo de tráfego importante para nove hospitais e que há 19 edifícios residenciais na avenida. Mas não houve acordo.

A polícia disse que pretende realizar revistas nas saídas do metrô. Teme-se que manifestantes portem facas, canivetes, pedras e outros objetos do tipo. Os grupos foram avisados também de que não poderão levar carros de som e mastros de bandeiras na manifestação.

A prefeitura pretende retirar caçambas do entorno da avenida a fim de evitar que sejam utilizadas para abrigar instrumentos contundentes, como armas brancas e tacos de beisebol.

Hoje, torcedores informaram que alteraram o local da manifestação, que ocorrerá amanhã, às 14 h, no Largo da Batata.