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Rogério Gentile

TJ condena ativista da causa animal que ofendeu filha do chef Fogaça

Henrique Fogaça (Foto: Reprodução/Band) - Reprodução / Internet
Henrique Fogaça (Foto: Reprodução/Band) Imagem: Reprodução / Internet
Rogério Gentile

Rogério Gentile é jornalista formado pela PUC-SP. Durante 15 anos, ocupou cargos de comando na redação da Folha de S.Paulo, liderando coberturas como a dos ataques da facção criminosa PCC, dos protestos de 2013 e das eleições presidenciais de 2010 e 2014, entre outras. Editou a coluna Painel e o caderno Cotidiano e foi secretário de Redação, função em que era responsável pelas áreas de produção e edição do jornal. Atuou como repórter especial da Folha de 2017 a 2020 e atualmente é colunista.

Colunista do UOL

26/04/2021 09h53Atualizada em 26/04/2021 22h56

O Tribunal de Justiça de São Paulo condenou um ativista da causa animal que ofendeu na internet a filha do chef Henrique Fogaça.

Em novembro de 2014, após saber que o programa "Masterchef", da Band, exibiria uma prova envolvendo caranguejos, o ativista escreveu que Fogaça deveria esfolar a filha, portadora de necessidades especiais, em vez de ferver animais vivos. No post, ele fez referências discriminatórias à menina.

O desembargador Vico Manãs disse que os termos utilizados pelo ativista para se referir à garota, à época com 8 anos, foram abjetos, e o desembargador Amable Soto declarou que a conduta "afronta diretamente o princípio da dignidade da pessoa humana".

O ativista, que já havia perdido o processo em primeira instância, foi condenado a 1 ano, 11 meses e 10 dias de reclusão, mas a pena foi substituída por prestação de serviços à comunidade e o pagamento de um salário mínimo. Terá ainda de pagar uma multa de R$ 3.960.

Cabe recurso à decisão. Na petição encaminhada à Justiça, o ativista afirmou que não teve a intenção de ofender a garota e que, sabedor da "capacidade elevada dos animais", comparou a menina aos porcos e aos caranguejos com o "intuito de destacar que esses seres também têm consciência e sentimentos".

Disse também não se arrepender do que fez e que não quis "diminuir" a garota, "já que porcos são animais muito inteligentes".

Em 2018, Fogaça fez uma declaração em suas redes sociais tratando publicamente do processo. Chamou o ativista de "covarde" e afirmou que o objetivo da sua postagem era incentivar que as pessoas não ficassem passivas diante de situações semelhantes.