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Depois de reunir 100 mil no centro, protestos se alastram pelas zonas norte e oeste do Rio

Protesto no Rio reuniu cerca de 100 mil pessoas na segunda-feira (17) - Fabio Teixeira/UOL
Protesto no Rio reuniu cerca de 100 mil pessoas na segunda-feira (17) Imagem: Fabio Teixeira/UOL

Paula Bianchi

Do UOL, no Rio

19/06/2013 11h36

O novo protesto contra o aumento das passagens marcado para esta quinta-feira (20), às 17h, no centro do Rio de Janeiro, já não é a única manifestação organizada pelas redes sociais para reclamar o valor de R$ 2,95 na tarifa de ônibus. Entre quinta e segunda-feira (24), outras manifestações devem ocorrer nas zonas norte e oeste da cidade.

Na zona norte, o movimento Operação Pare o Aumento das Passagens chama os moradores dos bairros de Del Castilho, Maria da Graça, Higienópolis e Inhaúma a se reunirem nesta quinta, às 16h, em frente ao metrô Del Castilho/Nova América, para então fazer uma passeata pela região. 

Ainda na zona norte, um grupo batizado de “Manifestação contra o aumento das passagens entre outras coisas” propõe que os moradores de Madureira se encontrem na segunda-feira, às 17h, a fim de fechar o trânsito no viaduto Negrão de Lima, uma das principais vias do bairro.

Já a página #LevantaJpa  (Base-Taquara), de Jacarepaguá, na zona oeste da cidade, propõe uma concentração em Taquara nesta sexta-feira (21), às 16h30, para uma caminhada até a casa de show Barra Music, na avenida das Américas, na Barra da Tijuca, onde o movimento deve se encontrar com manifestantes vindos da Barra, Freguesia e Rio das Pedras. Até o momento, 7.320 pessoas haviam confirmado presença no evento via Facebook.

Por enquanto a página da Operação Pare o Aumento das Passagens, uma das organizadoras do protesto de amanhã no centro do Rio, tem mais de 118 mil confirmações de presença.

O protesto da última segunda-feira (17) levou 100 mil pessoas ao centro do Rio de Janeiro e acabou em conflito com a polícia depois que um grupo tentou invadir a Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). Os manifestantes reclamam do aumento de R$ 2,75 para R$ 2,95, que entrou em vigor no dia 1º de junho.

Durante a tentativa de invasão, um coquetel molotov foi lançado em direção ao edifício e atingiu a porta da Alerj. Policiais militares utilizaram balas de borracha, bombas de gás e spray de pimenta na tentativa de dispersar os manifestantes, mas acabaram entrando no prédio, onde passaram algumas horas como reféns. Por volta das 23h15, a Tropa de Choque retomou a Alerj e resgatou funcionários da Assembleia e cerca de 70 PMs, entre eles 20 feridos.

O presidente da Alerj, deputado Paulo Melo (PDMB), estimou que o prejuízo causado na sede do Legislativo fluminense foi entre R$ 1,5 milhões a R$ 2 milhões. Segundo Melo, 30% dos vidros franceses da parte de trás do prédio e várias vidraças dentro do Palácio Tiradentes foram quebradas pelos manifestantes. O mobiliário no salão nobre da casa também foi danificado. Além do prédio da Alerj, também ocorreram atos de vandalismo no Paço Imperial e na Igreja de São José, que ficam no entorno.

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