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Justiça barra ao menos cinco rolezinhos programados em São Paulo

Do UOL, em São Paulo

17/01/2014 14h57Atualizada em 17/01/2014 15h00

O Tribunal de Justiça de São Paulo vetou dois "rolezinhos" programados para ocorrer no Shopping Center Norte, na Vila Guilherme, na zona norte da capital. Com esses casos, já são ao menos cinco os encontros de jovens em centros comerciais barrados esta semana pela Justiça paulista.

A juíza Fernanda Carvalho Queiroz, da 4º Vara Cível do Fórum Regional de Santana, também na região norte, concedeu liminar após ação movida pelo shopping. A decisão proíbe a realização de dois "rolezinhos" agendados para este sábado (18) e para o próximo dia 25.

Em caso de descumprimento, foi fixada uma multa no mesmo valor que em outras decisões semelhantes: R$ 10 mil por manifestante em cada ato.

Na quinta-feira (16), a Justiça já havia vetado outros três "rolezinhos" programados pelas redes sociais nos shoppings Metrô Tatuapé e Metrô Boulevard Tatuapé, na zona leste da capital paulista. O primeiro está agendado para este sábado, e os próximos para 26 de janeiro e 22 de fevereiro.

A liminar foi dada pelo juiz Luis Fernando Nardelli, da 3ª Vara Cível do Fórum Regional de Tatuapé, também na zona leste.

"É de rigor estabelecer o limite e impedir a aglomeração de pessoas cujo objetivo precípuo é a realização de tumulto e vandalismo", afirmou.

A reportagem do UOL localizou páginas de eventos no Facebook de ao menos quatro "rolezinhos" agendados para este fim de semana em shoppings da capital, além de outros dois programados para locais como o Sesc Itaquera, na zona leste, e o parque Ibirapuera, na zona sul. Também há eventos como esses agendados em capitais em todas as regiões do Brasil.

Pesquisa

Uma pesquisa divulgada hoje revelou que 71% das pessoas entrevistadas em São Paulo são contra a realização dos "rolezinhos", encontros de jovens marcados pela internet que têm ocorrido desde o fim do ano passado em shopping centers.

Segundo a pesquisa, 71% dos entrevistados disseram ser contra os "rolezinhos", enquanto 24% afirmaram ser a favor. Já 5% não têm opinião formada sobre o assunto. (Com Estadão Conteúdo)