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Cotidiano

Menino foi dopado e morto com injeção letal no RS, diz suposta cúmplice

Lucas Azevedo

Do UOL, em Porto Alegre

16/04/2014 10h12Atualizada em 16/04/2014 17h55

O menino Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, encontrado morto em um matagal no Rio Grande do Sul, foi assassinado com uma injeção letal. A informação foi dada à polícia de Três Passos, no norte gaúcho, pela assistente social Edelvânia Wirganovicz, suspeita de ser cúmplice da madrasta do garoto no assassinato.

Bernardo foi sepultado nesta manhã (16) no cemitério de Santa Maria, região central do Estado. O enterro foi acompanhado por seus familiares do lado materno. A avó do garoto, Jussara Uglione, de 73 anos, não acompanhou a cerimônia. Em estado de choque, ela foi hospitalizada e permanece em observação.

Edelvânia disse que o crime foi planejado por Graciele Ugolini, casada com o pai de Bernardo, Leandro Boldrini. Elas teriam levado o menino à cidade vizinha de Frederico Westphalen,com a desculpa de comprar uma televisão.

Lá, na casa da assistente social, colocaram barbitúricos no suco que deram ao menino, que adormeceu. Em seguida, Graciele teria preparado uma solução - cujo conteúdo Edelvânia não soube precisar -, que foi aplicada em Bernardo com uma injeção.

A polícia espera os laudos da perícia para determinar que tipo de substância matou Bernardo Boldrini. Os policiais trabalham com a hipótese de ter sido uma dosagem excessiva de analgésico usado em endoscopias, informação que foi repassada aos agentes por uma testemunha. 

Uma dúvida que paira sobre o caso neste momento é como as mulheres conseguiram fazer sozinhas a cova em que Bernardo estava. O buraco fica às margens de um rio, em um terreno de mato. Além disso, estava com as mulheres a filha de Graciele com Boldrini, uma menina de um ano e três meses.

Boldrini, Graciele e Edelvânia estão presos temporariamente por 30 dias. 

A mãe de Bernardo, Odelaine, morreu em fevereiro de 2010, quando tinha 30 anos. Ela foi encontrada com um tiro na cabeça dentro do consultório de Boldrini. Na época, o médico já trabalhava com a enfermeira Graciele, que, depois da tragédia, se tornou sua mulher.

Com o assassinato de Bernardo, existe a possibilidade de o caso ser reaberto.  Na época, ele foi investigado pela mesma delegada que apura as circunstâncias da morte do menino e foi considerado um caso de suicídio.

Outro lado

Nesta quarta-feira (16), o pai do garoto se disse inocente e que estaria disposto a lutar para provar que não teve participação no crime, segundo um advogado que assumiu provisoriamente o caso.

O advogado Andrigo Rebelato, 36, é primo de Leandro Boldrini. Os dois se reuniram na prisão para discutir detalhes da defesa. Até a manhã de hoje, Graciele ainda não havia constituído advogado.

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