Zulmair Rocha/UOL

Chuvas

Rio Doce sobe 3 metros e cidade pede que população evite contato com a água

Carlos Eduardo Cherem

Colaboração para o UOL, em Belo Horizonte

  • Bruno Alencastro/Agência Rbs/Estadão Conteúdo

    Em novembro, Governador Valadares ficou sem água para beber ou lavar louça por causa da onda de lama vinda de Mariana

    Em novembro, Governador Valadares ficou sem água para beber ou lavar louça por causa da onda de lama vinda de Mariana

O nível do rio Doce chegou aos 3,2 metros acima do seu nível normal, por volta das 18h desta quinta-feira (21), em Governador Valadares (MG), a 310 Km de Belo Horizonte, por causa das chuvas dos últimos dias no Estado.

Além das intensas chuvas que caem na região, de acordo com a Defesa Civil do município, o excesso de assoreamento, provocado pela lama vinda do rompimento da barragem da Samarco, em Mariana (MG), que fica a cerca de 320 km de Governador Valadares, contribuiu para o transbordamento do rio Doce no município. Em novembro do ano passado, a lama da Samarco chegou a interromper o abastecimento de água durante sete dias na cidade.

O alerta da Defesa Civil é para que os 280 mil habitantes do município evitem o contato com a água contaminada.

"Estamos alertando a população para que não tenha contato com a água do rio Doce para evitar doenças como leptospirose e hepatite e fique em alerta para não ser pega de surpresa", disse o coordenador de Defesa Civil de Governador Valadares, Wilde Nonato.

Segundo ele, carros de som estão circulando pelos bairros ribeirinhos avisando sobre as evoluções do nível do rio Doce.

A tendência, explicou Nonato, de acordo com o último boletim Serviço Geológico do Brasil, é que o nível do rio se estabilize em torno da marca de 3 metros, a partir da madrugada desta sexta-feira (22). Mesmo assim, explicou ele, a recomendação é para que a população continue em alerta.

Segundo o coordenador, foram feitas 40 ocorrências no município, até o início da noite desta quinta-feira (21), a maioria queda de muros. Nesse horário já havia 76 pessoas desalojadas em abrigos organizados pela Prefeitura. Trinta e uma foram levadas para a escola Diocesano, no centro, e 45 para a Escola Tancredo Neves, no bairro Santa Rita.

 

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