Polícia prende suspeito de abusar de filha durante 7 anos em Porto Alegre

Do UOL, em Porto Alegre

  • Polícia Civil/Divulgação

    Homem de 65 anos, acusado de abusar da própria filha, foi preso em Porto Alegre

    Homem de 65 anos, acusado de abusar da própria filha, foi preso em Porto Alegre

Um homem de 65 anos foi preso na manhã desta quinta-feira (18), em Porto Alegre, suspeito de abusar da própria filha, de 12 anos.

A Polícia Civil começou a investigar o caso a partir de denúncia da mãe da menina, que comunicou o fato às autoridades no dia 9 deste mês. O homem, que é aposentado, trabalha há 30 anos como Papai Noel em festas e shoppings da região.

Foi a própria menina quem contou à mãe sobre os abusos sofridos. Eles teriam começado há sete anos, quando a menina tinha apenas cinco. O casal é separado, e pai e filha se viam apenas de 15 em 15 dias.
 
Nesta manhã, agentes da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima do Deca (Departamento Estadual da Criança e do Adolescente) prenderam o suspeito em casa, no bairro Jardim Itu-Sabará, na zona norte de Porto Alegre. Ele não resistiu à prisão e negou o crime.
 
Conforme a delegada Andrea Magno, a menina foi ouvida pela polícia e confirmou as agressões. O homem possui outras duas filhas, que negaram ter sofrido qualquer abuso por parte do pai.
 
Os investigadores sublinharam o fato de o suspeito trabalhar há cerca de 30 anos como Papai Noel. "Ele tinha essa proximidade com diversas crianças, mas, até agora, não temos notícia de que tenha ocorrido algum outro abuso além desse", afirmou a delegada.
 
Em depoimento, o preso negou o crime. Entretanto, segundo a delegada, há mensagens trocadas com a mãe da garota que podem ser indícios de uma confissão. "É uma conversa com a mãe da vítima, pelo WhatsApp, em que ele não confessa o crime, mas pede perdão. Isso tudo dentro de um contexto em que pode se deduzir que ele efetivamente cometeu [algum crime]."
 
O suspeito foi encaminhado ao Presídio Central de Porto Alegre, onde permanece à disposição da Justiça até o encerramento do inquérito policial, em dez dias. A reportagem apurou que ele não possui advogado constituído e que um defensor público o acompanhou. Mas até a publicação desta reportagem, o responsável não havia sido localizado.
 
O nome do preso não foi divulgado para preservar a identidade da vítima, conforme determina o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).

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