Após quase 5 meses, atingidos por lama em MG receberão dinheiro de doações

Rayder Bragon

Colaboração para o UOL, em Belo Horizonte

  • Associação Comunitária de Moradores e Amigos de Ponte do Gama

    Até o interior da Igreja de Nossa Senhora Aparecida, no povoado de Ponte do Gama, foi invadido pela lama

    Até o interior da Igreja de Nossa Senhora Aparecida, no povoado de Ponte do Gama, foi invadido pela lama

Após quase cinco meses, os moradores de distritos de Mariana (MG) atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão, de propriedade da mineradora Samarco, vão receber o dinheiro arrecadado pela prefeitura da cidade por meio de doações.

No dia 5 de novembro do ano passado, a estrutura ruiu, e um mar de lama destruiu comunidades, matou 19 pessoas e poluiu o rio Doce até a sua foz, no Estado do Espírito Santo. A tragédia foi considerada o maior desastre ambiental do país.

Segundo a Prefeitura de Mariana, uma sessão pública a ser realizada nesta quinta-feira (31), em centro de convenções da cidade, vai marcar o repasse de R$ 2.614,38, em cheque, a cada uma das famílias com direito ao valor. Neste primeiro momento, R$ 800 mil serão distribuídos entre os atingidos. O valor foi acordado mediante um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta entre a administração loca e o MPE (Ministério Público Estadual) de Minas Gerais.

Em uma segunda fase, ainda sem data prevista, o restante do recurso doado será distribuído entre os que têm direito e, por algum motivo, não receberam nessa primeira etapa. Ao todo, foi arrecadado pouco mais de R$ 1,1 milhão, divididos em três contas abertas pela prefeitura.

Segundo o MP, a liberação do dinheiro estava prevista para ocorrer a partir do dia 23 deste mês, mas um pedido de vista a uma lei municipal para autorizar o repasse, já que os recursos ingressaram nos cofres públicos da cidade, impediu a entrega do dinheiro nessa data. Na última segunda-feira (28), os vereadores do município aprovaram a lei.

Mudança

O dinheiro doado sofreu mudanças na sua destinação. Em um primeiro momento, havia ficado decidido que o montante seria usado para custear os estudos de aproximadamente 300 crianças e adolescentes dos distritos atingidos pela lama.

A decisão foi tomada após deliberação de conselho formado por representantes dos atingidos, da Arquidiocese de Mariana e da seção local da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), além de integrantes da administração municipal. Posteriormente, o conselho definiu que o dinheiro seria repartido entre as famílias atingidas.

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