Crise chega ao Cristo Redentor, e Arquidiocese do Rio pede ajuda financeira

Do UOL, no Rio

  • Kai Pfaffenbach/Reuters

    Cristo Redentor tem um custo geral de pouco mais de R$ 5 milhões por ano

    Cristo Redentor tem um custo geral de pouco mais de R$ 5 milhões por ano

A recessão econômica no país chegou ao Cristo Redentor, um dos principais cartões postais do Rio e uma das novas sete maravilhas do mundo. Com dificuldade para angariar recursos, a Arquidiocese do Rio de Janeiro decidiu criar uma campanha para arrecadar doações.

O dinheiro será usado para "implementar ações necessárias à conservação do monumento e ao conforto dos visitantes", informou o órgão religioso. O projeto, batizado "Amigo do Cristo Redentor', será lançado oficialmente na próxima terça-feira (13). As doações podem ser feitas por meio do site oficial.

A Arquidiocese informou ainda que a bilheteria de acesso ao Parque Nacional da Tijuca, onde fica o Cristo, é explorada por meio de concessão pelo consórcio Paineiras-Corcovado. Por esse motivo, a receita não vai para a Arquidiocese, que fica responsável pela gestão, manutenção e conservação da estátua.

O custo de manutenção do Cristo é de mais de R$ 3 milhões por ano apenas com as despesas fixas, de acordo com a Arquidiocese. Há ainda os gastos não previstos, em decorrência de intempéries climáticas (chuva, vento etc) que eventualmente afetam a estátua.

Essa não é a primeira vez que a Arquidiocese pede ajuda financeira especificamente para o Cristo Redentor. Antes da sua construção, para que o projeto do engenheiro e arquiteto carioca Heitor da Silva Costa pudesse tomar forma, a Igreja Católica promoveu duas campanhas para arrecadar dinheiro, sendo uma em 1923 e outra em 1929. A estátua foi inaugurada em outubro de 1931.

As doações também serão utilizadas, na versão da autoridade religiosa, para continuar a realizar projetos sociais (que hoje consomem R$ 720 mil) e pagar funcionários (a folha custa mais de R$ 1,3 milhão). Ou seja, somadas as despesas, o Cristo Redentor tem um custo geral de pouco mais de R$ 5 milhões por ano.

A Arquidiocese já conta com ajuda financeira de empresas e de fiéis para manter o Cristo Redentor. Existem várias parcerias institucionais entre a autoridade religiosa e a iniciativa privada. Com a recessão econômica, entretanto, a arrecadação não tem sido suficiente para cumprir as obrigações com o monumento.

"É necessário o auxílio financeiro de todos que amam o Monumento, para que ele possa continuar a receber bem e a encantar o mundo inteiro com a sua beleza", afirmou o reitor do santuário do Cristo, padre Omar Raposo.

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