Governo do ES divulga pela 1ª vez número de assassinatos durante crise: 143

Daniela Garcia

Do UOL, em São Paulo

  • Gabriel Lordello/Reuters

    No dia 6 de fevereiro foram registrados 40 homicídios, o maior pico dentro do período analisado

    No dia 6 de fevereiro foram registrados 40 homicídios, o maior pico dentro do período analisado

Após 11 dias de crise na segurança do Estado, o governo do Espírito Santo divulgou nesta terça-feira (14) dados oficiais sobre os homicídios. De acordo com o governo, 143 pessoas foram assassinadas desde quando foi iniciada a paralisação da Polícia Militar.

Esta é a primeira vez que o governo apresenta um relatório com o total de vítimas de homicídios. Até o momento, o balanço estava sendo divulgado diariamente pelo Sindpol (Sindicato dos Policiais Civis) do Estado.
 
O relatório da SESP (Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social) registrou duas mortes a menos do que a entidade. Nesta terça, o Sindpol afirmou que 145 pessoas foram assassinadas entre 4 e 13 de fevereiro. 
 
No dia 6 de fevereiro, foram registrados 40 homicídios, o pico dentro do período, segundo o relatório do governo.
 
Segundo os dados da SESP, o número de assassinatos no Estado durante a crise é três vezes maior em relação ao ano passado, quando houve o registro de 38 homicídios. 
 
As cidades de Serra, Vila Velha e Cariacica registraram, respectivamente, 32, 19 e 16 assassinatos. Juntos, os municípios mais populosos da Grande Vitória, contaram com quase metade (46%) de todos os homicídios durante a crise no Estado.
 

Entenda a crise no ES

Desde o início da paralisação dos policiais, no dia 4, quando familiares de PMs passaram a bloquear a entrada e a saída dos batalhões, mais de 140 homicídios foram registrados no Espírito Santo, segundo números não oficiais, do Sindipol-ES (Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo). Apenas na última segunda-feira, foram 40 mortes, ainda de acordo com o sindicato.

 

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, 1.192 PMs atenderam ao chamado operacional e foram trabalhar na manhã de hoje, 317 a mais do que foi registrado no mesmo período no domingo. Esse número representa cerca de 12% dos 10 mil policiais que integram o efetivo da Polícia Militar capixaba.

 

Além dos 1,1 mil PMs, a segurança no Estado é feita também por cerca de 3 mil militares e agentes da Força Nacional de Segurança, que estão em território capixaba desde o início da semana passada, quando o motim de policiais agravou a falta de segurança no Espírito Santo.

 

Nesta segunda, os capixabas tentam voltar à rotina. Além dos ônibus, as escolas e repartições públicas também retomaram as atividades.

 

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