Ele foi pai de gêmeos após uma vasectomia. Agora, tenta entender o que aconteceu

Demétrio Vecchioli

Colaboração para o UOL

  • Divulgação

O planejamento familiar do caminhoneiro Geraldo Bertollo e da dona de casa Vanedi Aparecida Ferreira da Silva considerava apenas dois filhos. Por isso, após o nascimento do segundo menino, em 2008, ele passou por uma vasectomia. Cinco anos depois, porém, tornou-se pai de um casal de gêmeos: Isaac e Esther, que recém completaram quatro anos.

A primeira possibilidade para explicar tal feito foi descartada com um exame de DNA quando os gêmeos tinham seis meses. Eles são, sim, filhos de Geraldo. A ciência até procurou, mas ainda não encontrou uma explicação.

"Nós já passamos por diversos médicos e ninguém consegue entender o que aconteceu. Não dá para dizer que foi um erro médico, porque não temos o que indique isso. Ele continua sem produzir espermatozoides", afirmou Vanedi, 40, que mora em Vila Velha, no Espírito Santo, em entrevista ao UOL.

Foi lá que Geraldo, 52, passou pela vasectomia, em 2008, em uma clínica particular. Na operação, que costuma levar menos de meia hora, o médico interrompe o fluxo de espermatozoides em dois canais, os chamados dutos deferentes, que ligam os testículos à glândula seminal.

Ainda que os dutos sejam cortados, amarrados, queimados e até desalinhados na cirurgia, deixando a regeneração quase impossível, em um em cada dois mil casos, em média, eles voltam a se ligar espontaneamente. Esse, porém, parece não ter sido o caso de Geraldo, pelo que ele e a esposa ouviram dos médicos.

Geraldo foi submetido a uma bateria de testes, mas seus espermogramas continuaram mostrando taxa zero de espermatozoides. É, aliás, um exame desse tipo, realizado pelo menos 40 dias depois da cirurgia, que dá a garantia de que o procedimento foi realizado com sucesso e que, em teoria, não há risco de fazer sexo sem utilizar outro método contraceptivo.

Por isso, a gravidez foi um susto. "Ele quase desmaiou quando o médico falou que eu estava grávida de gêmeos. Eu só chorava na maca. Mas hoje eu não sei como seria minha vida sem eles", diz Vanedi, que precisou abandonar o emprego em uma fábrica de persianas e hoje se dedica a cuidar dos quatro filhos.

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