Violência no Rio

Em fevereiro, casos de mortes violentas no Rio crescem 28% em relação a 2016

Do UOL, no Rio

  • José Lucena/Futura Press/Estadão Conteúdo

    16.mar.2017 - Um policial militar foi morto por assaltantes que tentaram roubar a sua moto na zona norte da capital fluminense

    16.mar.2017 - Um policial militar foi morto por assaltantes que tentaram roubar a sua moto na zona norte da capital fluminense

Os casos de mortes violentas registrados em fevereiro no Rio de Janeiro cresceram cerca de 28% em comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com dados divulgados pelo ISP (Instituto de Segurança Pública) nesta terça-feira (28). Foram 616 ocorrências contra 481 em 2016 – a letalidade violenta inclui homicídios, homicídios de policiais, roubos seguidos de morte e lesões corporais seguidas de morte.

Nos últimos cinco anos, a letalidade violenta cresceu cerca de 29% no Estado, passando de 4666 em 2012 para 6248 em 2016. O total registrado em fevereiro já representa cerca de 10% de todas as ocorrências do tipo no ano passado.

Os dados do ISP mostram também um crescimento de 40% nos casos de roubos de veículos --4.287 em fevereiro de 2017 contra 3.056 em fevereiro de 2016.

De acordo com o ISP, no entanto, o relatório de fevereiro foi prejudicado pela paralisação da Polícia Civil, o que ocasionou a subnotificação de alguns delitos. Os registros de letalidade violenta e roubo de veículos, no entanto, não foram afetados, pois seguem sendo registrados normalmente nas delegacias.

A paralisação dos policiais civis do Rio começou em 17 de janeiro, e não há previsão para a retomada total das atividades. Nesse período, apenas casos considerados graves ou flagrantes, como homicídios, estupros e sequestros, por exemplo, têm sido registrados nas delegacias fluminenses.

Em nota, a Secretaria de Segurança informou que tem como "como prioridade a preservação da vida, a convivência pacífica e a redução de índices de criminalidade no Estado".

"Por isso, desde 2007, investe no processo de pacificação nas comunidades, na diminuição da utilização de fuzis, na implantação do Sistema de Metas e Acompanhamento de Resultados (SIM) e criou também o Programa de Gestão e Controle do Uso da Força para avaliar e capacitar os policiais da atividade-fim lotados nos batalhões com maiores registros de letalidade violenta. Além disso, incumbiu a Divisão de Homicídios (DH) para investigar os homicídios decorrentes de oposição à intervenção policial", afirma a Secretaria.

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