Reforma trabalhista

Greve geral desta 6ª tem novas adesões; veja que categorias prometem parar

Mirthyani Bezerra e Daniela Garcia*

Do UOL em São Paulo

  • Divulgação/Sintrasem

    07.fev.2017 - Servidores fazem passeata em Florianópolis contra medidas do governo e em defesa da greve geral na cidade

    07.fev.2017 - Servidores fazem passeata em Florianópolis contra medidas do governo e em defesa da greve geral na cidade

As centrais sindicais e as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo convocaram uma greve geral nacional para sexta-feira (28) contra as reformas da Previdência e trabalhista propostas pelo governo do presidente Michel Temer (PMDB). A mobilização promete afetar serviços essenciais para a população, como o transporte urbano. Também vai ficar difícil voar na sexta-feira. Pilotos e comissários não vão parar, mas os aeroviários de todo o país aderiram à paralisação e prometeram cruzar os braços nos principais aeroportos brasileiros.

Procurada, a Secretaria de comunicação da Presidência não quis comentar a mobilização. Em diversas ocasiões, Temer disse que as reformas são necessárias para o país voltar a crescer e retomar a geração de empregos. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, chegou a dizer que sem a reforma da Previdência o Brasil pode "quebrar". Sobre a reforma trabalhista, Temer tem dito que é necessário modernizar as normas que regem as relações de trabalho.

Confira as categorias que devem parar nesta sexta.

 

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São Paulo

- Aderiram:

Os motoristas e cobradores que circulam na cidade de São Paulo param a partir da 0h de sexta-feira. As atividades só serão retomadas à 0h de sábado (29).

Os ferroviários da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) confirmaram adesão à greve geral. Sendo assim, cruzarão os braços os trabalhadores das linhas 7-rubi, 8-diamante, 9-esmeralda, 10-turquesa, 11-coral (Luz-Estudantes) e 12-safira (Brás-Calmon Viana).

Os metroviários de São Paulo também vão participar da greve, com exceção da linha-4-amarela. As sete estações da linha (Butantã, Pinheiros, Faria Lima, Fradique Coutinho, Paulista, República e Luz) vão funcionar normalmente.

Os bancários paulistas não trabalharão na sexta-feira. 

Na educação, os professores da rede privada de ensino decidiram aderir à paralisação. Tanto os professores da rede estadual quanto da municipal de São Paulo já haviam anunciado a adesão. 

Os aeroviários de Guarulhos estarão em greve a partir das 6h de sexta, sendo que 30% dos funcionários devem manter as atividades.

Os trabalhadores da saúde de alguns hospitais públicos de todo o Estado de São Paulo também prometeram parar. Segundo o Sindsaúde-SP, 13 unidades hospitalares vão participar da greve integralmente, como o Hospital Cachoeirinha (zona norte), e outros dez se comprometeram a paralisar as atividades durante parte do dia, como o Hospital Estadual Mandaqui (zona norte). 

Rio de Janeiro

As forças de segurança do Rio decidiram por unanimidade aderir à greve. Agentes, escrivães, papiloscopistas, peritos e pessoal da área administrativa, assim como delegados da Polícia Federal, delegados da Policia Civil, demais cargos da Polícia Civil e policiais rodoviários federais vão cruzar os braços. 

Motoristas, cobradores e fiscais de transporte público na capital fluminense decidiram aderir à greve geral. A expectativa é de que ônibus, BRT, VLT e transporte escolar fretado não circulem na sexta na capital fluminense. 

Bancários do Rio também decidiram parar na sexta-feira. 

Na educação, tanto professores da rede pública (municipal, estadual e federal) como da rede privada de ensino vão parar.

Os servidores do Poder Judiciário também vão paralisar os serviços. O fórum vai atender apenas demandas emergenciais. 

O Sindicato dos Médicos anunciou apoio incondicional ao movimento de paralisação, mas que ficará a critério de cada profissional discutir em seus locais de trabalho, tanto nos serviços públicos como na rede particular, as formas de organização para fazer a greve sem prejudicar o atendimento.

Luiz Souza - 9.fev.2017/Fotoarena/Estadão Conteúdo
No Rio, um dos atos da greve será em frente à Alerj

Belo Horizonte

Os motoristas de ônibus e demais trabalhadores rodoviários de Belo Horizonte e região aderiram à greve geral. Eles vão parar a partir da 0h de sexta-feira, por um período de 24 horas.

Os funcionários do metrô da capital mineira e de Contagem, na Região Metropolitana, também aderiram à greve. 

Os bancários da capital mineira e região aprovaram em assembleia a participação no movimento. 

Os professores da rede estadual prometeram uma participação massiva na greve na sexta, segundo o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais. Os municipais de Belo Horizonte decidiram parar já a partir da quinta (25). As escolas não funcionarão por dois dias.

Os professores da rede privada de ensino também decidiram paralisar as atividades nesta sexta.

A Associação dos Docentes da PUC Minas também anunciou que os professores da faculdade decidiram pela adesão à greve.

Os profissionais de saúde farão paralisação, e deverão cumprir somente a escala mínima, exigida por lei. De acordo com o Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais, as unidades da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig), composta por 21 unidades incluindo capital e interior, estarão somente com a escala mínima. Os trabalhadores da saúde municipal também são esperados na greve geral. 

O Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal no Estado de Minas Gerais anunciou adesão à greve.

A Federação Sindical e Democrática dos Metalúrgicos e o Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais disseram que a categoria vai parar. 

Brasília

Os rodoviários do Distrito Federal vão aderir à greve. Eles paralisarão a partir das 0h no dia 28.

Os metroviários do DF também decidiram não trabalhar nesta sexta. A categoria paralisará suas atividades das 0h às 23h59 desta sexta-feira (28).

Os bancários confirmaram a participação da categoria na mobilização nacional.

Professores de 30 escolas particulares confirmaram adesão à greve, segundo o Sinproep-DF (Sindicato dos Professores em Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal). 

Curitiba

Os motoristas e cobradores de ônibus de Curitiba, representados pelo Sindimoc, confirmaram que vão aderir à paralisação da sexta. 

Os servidores públicos de Curitiba também vão participar da greve geral. Representados pelo Sismuc, a decisão não afeta os guardas municipais, auditores fiscais, servidores da Câmara Municipal de Curitiba e professores municipais – no entanto, esses profissionais também vão aderir ao movimento.

Os professores e servidores das escolas municipais e estaduais vão também aderir à paralisação. Além disso, o Sindicato dos Professores do Paraná (Sinpropar), que representa os profissionais da rede particular de ensino (entre 12 e 15 mil profissionais), também vai parar nesta sexta-feira. Será a primeira vez que o Sinpropar fará uma paralisação desde 1943.

Os servidores estaduais da saúde também não vão trabalhar na sexta. O Sinditest-PR, que representa os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Paraná, Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e o Hospital de Clínicas, segue o mesmo caminho. 

Os aeroviáriostrabalhadores da limpeza urbana também decidiram parar. 

Recife

Os rodoviários da região metropolitana do Recife decidiram pela participação na greve geral. O serviço ficará suspenso a partir da 0h da sexta.

Os metroviários vão aderir à greve

Os bancários de Pernambuco também decidiram aderir à paralisação.

Polícia civil e professores das universidades federais e estadual vão cruzar os braços.

Os servidores municipais e estaduais também estão com a paralisação aprovada, mas a adesão ainda é incerta.

Os voos também devem ser afetados pela greve dos aeronautas e aeroviários.

Fortaleza

Servidores municipais vão cruzar os braços, entre eles agentes de trânsito, saúde e endemias. 

Os trabalhadores em saúde pública do Estado prometem realizar apenas procedimentos de urgência

Professores da rede pública também decidiram parar assim como os bancários.

Os rodoviários da capital confirmaram a adesão ao movimento. O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Ceará também anunciou paralisação dos ônibus na capital, mas a adesão dos trabalhadores ainda é incerta.  

Salvador

Os motoristas, cobradores e fiscais do transporte urbano da capital baiana fazem greve geral. 

Professores da rede pública e privada também aderiram ao movimento.

Trabalhadores da saúde vão participar da paralisação e serviços ambulatoriais serão suspensos, e apenas emergências serão atendidas, segundo o Sindicato da Saúde. 

Porto Alegre

Entidades ligadas aos rodoviários e metroviários informaram que as categorias vão aderir à greve. 

Os bancários também aprovaram a adesão da categoria à paralisação. 

Nas escolas, professores das redes municipal, estadual, privada e federal vão paralisar as atividades. 

Os aeroviários também confirmaram adesão ao movimento.

Manaus

Professores da rede pública, aeroviários e bancários confirmaram que vão suspender as atividades nesta sexta. 

Belém

Aeroviários, bancários e professores da rede pública vão cruzar os braços na capital paraense. 

Goiânia

Os policiais civis confirmaram adesão à paralisação desta sexta. O efetivo policial será reduzido para 30% até às 9h do sábado (29). 

Os aeroviários decidiram se juntar à mobilização e cruzar os braços por 24 horas, o que deve impactar a realização de voos no Aeroporto Internacional Santa Genoveva.

Bancários também vão paralisar as atividades nesta sexta.

Maceió

Professores da rede municipal e estadual, além de Universidade Federal de Alagoas.
 
Os rodoviários também decidiram circular apenas a partir do meio-dia.
 
Bancários, urbanitários, aeroportuários, ferroviários também vão paralisar as atividades. 

João Pessoa

A CUT afirma que pelo menos 29 categorias decidiram aderir a greve, entre elas comerciários, trabalhadores da construção civil, ferroviários e servidores de diversos órgãos de todas as esferas.

Motoristas e cobradores aderiram a paralisação. A Associação de Magistrados também aprovou entrada na mobilização.

São Luís

Os ônibus não vão circular da meia noite até as 16h de sexta.
 
Professores e bancários também aderiram ao protesto. 

Natal

Os rodoviários decidiram retirar 60% da frota, e apenas 40% dos ônibus vão circular nas ruas.
 
Petroleiros, bancários, professores e servidores de diversas categorias também decidiram aderir ao movimento, como policiais civis e agentes penitenciários

Aracaju

Servidores do Judiciário e do Estado, bancários e comerciários.

Teresina

Escolas da rede pública e algumas particulares suspenderam aulas por conta da greve. As universidades Federal e Estadual do Piauí e Instituto Federal também não terão aulas.
 
Os bancários também decidiram parar.
 

*Colaboraram Marcela Lemos, no Rio de Janeiro, Flávio Ilha, em Porto Alegre, Carlos Eduardo Cherem, em Belo Horizonte, Vinícius Boreki, em Curitiba, Aliny Gama e Carlos Madeiro, em Maceió.

 

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