Violência no Rio

Criminosos armados com fuzis atacam caminhão dos Correios e roubam carga no Rio

Do UOL, no Rio

  • Reginaldo Pimenta/Raw Image/Estadão Conteúdo

    4.ago.2017 - Caminhão do Correios foi roubado na manhã dexta sexta em Benfica

    4.ago.2017 - Caminhão do Correios foi roubado na manhã dexta sexta em Benfica

Um caminhão dos Correios foi atacado por homens armados na zona norte do Rio de Janeiro na manhã desta sexta-feira (4). Criminosos armados com um fuzis interceptaram o veículo, que estava próximo ao centro de distribuições da empresa, em Benfica, e o levaram até o morro do João, onde a mercadoria foi distribuída para moradores da comunidade.

Policiais militares da região, que conta com uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora), chegaram a trocar tiros com os criminosos. O caminhão e parte da carga foram recuperados.

A UPP informou que o policiamento no local foi reforçado. A PM tenta localizar os assaltantes.

De acordo com os Correios, há áreas na cidade com "restrição de entrega" devido à violência. Em nota, a empresa informou que trabalha desde 2016 com escolta armada no Estado.

O roubo de carga no Rio de Janeiro cresceu cerca de 25% no primeiro semestre em comparação com o mesmo período do ano passado e é uma das principais preocupações do governo. Ao todo, foram registradas 4.148 ocorrências entre janeiro e junho de 2016 contra 5.179 em 2017, de acordo com dados do Instituto de Segurança Pública.

No dia 28 de julho, o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) e os ministros da Defesa, Raul Jungmann (PPS), e da Justiça, Torquato Jardim, anunciaram um plano específico para combater o roubo de cargas.

Desde a semana passada, ao menos 10 mil militares reforçam o policiamento no Estado, como parte do Plano Nacional de Segurança no Rio de Janeiro. Ocorrências de roubos de carga, como a verifica hoje, foram registradas após militares deixarem as rusa do Rio ao final da primeira etapa do plano, chamada de reconhecimento de área. 

Na manhã desta sexta (4), o ministro da Defesa afirmou que não há como as Forças Armadas permanecerem nas ruas todo o tempo.

Segundo a Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), em cinco anos, o prejuízo decorrente do roubo de carga no Brasil passa de R$ 6 bilhões. No Rio de Janeiro, a estimativa é que o preço de alguns produtos fique 20% mais caro por causa do delito e as transportadoras chegaram a ameaçar uma paralisação, caso o problema não seja resolvido.

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