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PM morre baleado em favela com UPP; RJ chega a 118 policiais assassinados neste ano

Gustavo Miranda/Agência O Globo
Sargento da PM foi baleado e morto na rua do Livramento, nos arredores do Morro da Providência, no Rio Imagem: Gustavo Miranda/Agência O Globo

Do UOL, no Rio

12/11/2017 10h19

O sargento da Polícia Militar do Rio de Janeiro Victor Aleixo morreu na manhã deste domingo (12) após ter sido baleado em ataque na área do Morro da Providência, favela da região portuária que possui uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora). Segundo o 5º BPM (Praça da Harmonia), a ação criminosa ocorreu na rua do Livramento, durante a troca de turno dos PMs da UPP.

Com a morte do sargento, subiu para 118 o número de policiais militares assassinados no RJ somente neste ano.

Aleixo chegou a ser levado para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no centro, mas não resistiu aos ferimentos. Outros dois policiais que faziam a troca de turno e um homem ainda não identificado também foram baleados no ataque, mas sobreviveram, de acordo com informações do batalhão. Eles foram levados para o mesmo hospital, mas ainda não há detalhes sobre o estado de saúde.

Ainda nesta manhã, homens do Bope (Batalhão de Operações Especiais), a divisão de elite da PM, realizam uma operação nos morros da Providência e do Pinto (vizinho à comunidade) na tentativa de localizar e prender os criminosos envolvidos na ação. Houve tiroteio na chegada dos militares às comunidades. Moradores da região relataram explosões. A PM utiliza um veículo blindado, conhecido como caveirão, para abrir caminho.

Arte/UOL
Veja também: "Vias do RJ registram 226 mortos a tiro em pouco mais de 1 ano" Imagem: Arte/UOL

Nas redes sociais, moradores relatam que, no momento do ataque, traficantes realizavam um baile funk na favela da Providência. A ocorrência será investigada pela Divisão de Homicídios da Polícia Civil. Procurada, a instituição ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso.

Pelo Twitter, a Polícia Militar do Rio lamentou a morte do sargento Victor Aleixo e alertou a população local sobre o risco de tiroteios em decorrência da operação do Bope.