Dois presos morrem após ataque cardíaco em presídio onde está Maluf; defesa fala em 'apreensão'

Felipe Amorim e Daniela Garcia

Do UOL, em Brasília e São Paulo

  • WAGNER PIRES/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

    22.dez.2017 - De bengala, Paulo Maluf chega para exame de corpo de delito em Brasília

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Dois detentos do CDP (Centro de Detenção Provisória) da Papuda, em Brasília, morreram após sofrerem uma parada cardíaca. As mortes ocorreram no último domingo (31) e na madrugada desta terça-feira (2).

A 30ª Delegacia de Polícia, localizada em São Sebastião, investiga os dois casos. O resultado da perícia deve ficar pronto em 30 dias.

Segundo as autoridades locais, ambos passaram mal dentro de suas celas e foram atendidos por equipes médicas, mas não resistiram. As identidades dos presos não foram divulgadas.

O preso que sofreu parada cardíaca no domingo estava detido desde 29 de setembro por tráfico de drogas e aguardava julgamento.

Segundo informou a Sesipe (Subsecretaria do Sistema Penitenciário) do Distrito Federal, ele foi atendido por uma viatura do Corpo de Bombeiros que possuía equipamento para reanimação.

O preso que sofreu a parada cardíaca nesta terça estava detido desde 15 de dezembro por dirigir embriagado e foi atendido por uma equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

'Extrema apreensão', diz defesa de Maluf 

A defesa do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), que está detido na Papuda, disse ver as duas mortes com "extrema apreensão". O parlamentar está preso na cadeia desde 22 de dezembro após ser condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por crimes de lavagem de dinheiro.

O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse que uma das vítimas sofreu com a falta de estrutura médica na unidade prisional. "A informação que recebemos é que os primeiros socorros foram prestados por um detento que é médico, por falta de um médico de plantão no Centro de Detenção Provisório", acusou.

Segundo o advogado, "causa perplexidade" o STF manter Maluf preso, mesmo se tratando de "um enfermo de 86 anos de idade".

"O que causa perplexidade é que Maluf teve negado preliminarmente o pedido de prisão domiciliar porque a própria Papuda afirmou categoricamente ter condições de tratar um enfermo de 86 anos de idade. Afinal, onde estão os médicos de plantão? Onde está a estrutura médica especializada e o pronto atendimento?".

Procurada pelo UOL, a Sesipe disse que não comentará as declarações do advogado de Maluf.

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