Criança é apreendida no DF por carregar arma de pressão e vestir farda da PM

Fabiana Marchezi

Colaboração para o UOL

  • Reprodução/Facebook

    Criança portava réplica de arma e causou temor aos pacientes de hospital no DF

    Criança portava réplica de arma e causou temor aos pacientes de hospital no DF

Um menino de 10 anos foi apreendido nesta terça-feira (30), no Distrito Federal, por carregar uma arma de pressão conhecida como airsoft - usadas em esporte de ação que simula situações de combate com projéteis plásticos não letais - e vestir o uniforme completo do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar. O pai da criança também foi levado para a delegacia.

De acordo com a mãe da criança, Glaucia da Costa Silva, 31, o caso aconteceu na porta do Hospital Regional de Ceilândia (HRC), onde ela buscava atendimento médico acompanhada da família. Ao UOL, a mulher conta que confusão teve início depois que um vigilante do hospital estranhou a roupa do garoto e o objeto que ele carregava. O agente, então, chamou a Polícia Militar.

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"O PM já chegou alterado e segurou meu filho pelo braço, exigindo que ele entregasse a arma e dizendo que ele não podia estar vestido daquele jeito. Nós tentamos argumentar dizendo que ele é conhecido da corporação e que o traje é uma homenagem, que ele se veste assim desde os 6 anos, mas não adiantou", contou Glaucia.

Segundo a mãe, a arma foi comprada "legalmente" e o documento da aquisição está guardado. Até o fim de 2017, esse tipo de armamento era vendido apenas com autorização do Exército, mas atualmente qualquer pessoa com mais de 18 anos pode comprá-la, sem nenhuma restrição.

Reprodução/Facebook
Menino de 10 anos foi apreendido por carregar arma de airsoft e vestir farda da PM

"Me senti humilhada. Foi uma cena totalmente desnecessária. Meu marido não é bandido e ele foi até algemado. Meu menino sempre admirou a polícia, vive publicando fotos fardado e, inclusive, com a corporação, mas depois disso está traumatizado. Não quer mais nem usar as roupas", lamentou a mãe.

Os militares levaram o pai para a 23ª Delegacia de Polícia. A criança foi encaminhada para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). Eles foram liberados assim que o caso foi considerado um mal-entendido. "Depois de tudo, eles até ligaram para pedir desculpa, mas o trauma no meu filho ficou. O sonho dele era ser PM. Eles não podem fazer isso com o sonho de uma criança", concluiu a mãe.

Em nota ao UOL, a PM explicou que o policial militar que participou da ocorrência foi ao local após ser solicitado por um funcionário do hospital, que informou que havia uma criança portando a réplica de uma arma, e isso estava causando certo temor aos pacientes do local.

"Não há nenhuma proibição no uso de réplica de farda militar por crianças, muito ao contrário, a PMDF sempre acolhe e promove a relação das crianças com os policiais. A detenção do pai do garoto ocorreu devido ao desacato em atender a ordem legal dos policiais militares em recolher o objeto", explicou o comunicado divulgado pela PM.

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