Violência no Rio

Justiça mantém prisão de 159 suspeitos de envolvimento com milícia no Rio

Marcela Lemos

Colaboração para o UOL, no Rio

  • Divulgação

    Suspeitos foram detidos durante uma festa em um sítio na zona oeste do Rio

    Suspeitos foram detidos durante uma festa em um sítio na zona oeste do Rio

A Justiça do Rio manteve, na madrugada desta quarta-feira (11), a prisão preventiva (sem prazo) de 159 pessoas suspeitas de envolvimento com uma milícia. Todos foram detidos durante uma festa em um sítio, em Santa Cruz, na zona oeste da cidade, no sábado (7).

A audiência de custódia durou aproximadamente 15 horas e foi realizada no Fórum Central por sistema de videoconferência.

Todos os suspeitos estavam representados por advogados ou pela Defensoria Pública.

O uso de videoconferência foi adotado por medida de segurança para evitar a circulação dos presos.

Os detidos estão no Complexo de Gericinó, em Bangu, na zona oeste. Devido ao grande número de presos, eles foram apresentados à juíza, Amanda Ribeiro Alvez, em grupos de cerca de 20 pessoas por vez.

No sítio onde o grupo foi preso, a polícia encontrou carros importados, cerca de 30 fuzis e 20 pistolas, granadas e até roupas militares.

Com a chegada dos agentes, houve confronto. Quatro criminosos morreram no local.

Parentes dizem que nem todos são milicianos

O número de detidos na ação foi tão grande que foram precisos dois ônibus para fazer o transporte dos suspeitos até a Cidade da Polícia.

Dois soldados do Exército, um da Aeronáutica e um bombeiro estão entre os presos.

A ação foi coordenada por policiais das Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense e conta com o apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), 27ª DP (Vicente de Carvalho) e 35ª DP (Campo Grande).

De acordo com a investigação, iniciada há dois anos pela Delegacia de Homicídios da capital, Wellington da Silva Braga, o Ecko, apontado como o chefe da maior milícia do estado, estaria no local. No entanto, ele conseguiu escapar do cerco da polícia.

Parentes de vários presos dizem que eles não pertencem à milícia e que foram presos injustamente, já que a festa, que incluía shows de bandas e era aberta ao público mediante o pagamento de um ingresso de R$ 10.

De acordo com a Polícia Civil, o sítio em que foi realizada a festa é um local notoriamente dominado pela milícia, a festa era uma celebração ao grupo criminoso e havia segurança feita por homens de fuzil, por isso "todos os frequentadores do evento tinham plena consciência dessa ação delituosa". (Com Agência Brasil)

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