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Aluna de 11 anos é baleada dentro de escola na zona norte do Rio

A menina passou por cirurgia para retirar o projétil que ficou alojado no braço - Reprodução/TV Globo
A menina passou por cirurgia para retirar o projétil que ficou alojado no braço Imagem: Reprodução/TV Globo

Marcela Lemos

Colaboração para o UOL, no Rio

26/04/2018 09h13Atualizada em 26/04/2018 14h13

Uma menina de 11 anos foi baleada no braço na tarde desta quarta-feira (25) dentro de uma escola municipal, no bairro de Cavalcante, na zona norte do Rio.

De acordo com parentes da menina, aluna do sexto ano da Escola Municipal Espírito Santo, ela estava no pátio da escola se preparando para a aula de Educação Física quando foi atingida por uma bala perdida no braço direito.

Segundo a Polícia Militar, durante o horário de aula, ocorreu um tiroteio na região entre traficantes rivais que disputam o tráfico de drogas na favela do Juramento.

De acordo com a família da jovem, a escola não percebeu que o ferimento foi causado por arma de fogo.

“Pensaram que era um machucado, nem chamaram ambulância. Chegaram a colocar gelo. Nós que vimos um buraquinho no braço que não parava de sangrar. Corremos com ela para o hospital”, contou um tio da menina.

A menina foi levada para o Hospital Salgado Filho, no Méier, na zona norte, onde passou por cirurgia para retirar o projétil. O quadro de saúde da estudante é estável.

Uma tia da menina contou que a sobrinha começou a chorar ao ver o raio-x e disse que imaginava que havia sido baleada.

“Ela disse que estava de mão dada com uma amiguinha no pátio e que ouviu um barulho grande antes de começar a sentir dor no braço. No hospital, quando viu o raio-x disse que sabia e começou a chorar. Ficou apavorada”.

Renata contou ainda que a mãe da estudante ainda está em choque. “Ela não deixou levarem a irmã mais nova para escola hoje. A gente até reclamava que essas meninas viviam presas em casa por conta do medo que a família tem da violência e acontece isso ... Tanto cuidado. Nem na escola essas crianças estão seguras“.

Procurada, a Secretaria Municipal de Educação ainda não se pronunciou sobre o caso. A reportagem ligou na escola onde o caso ocorreu, mas não conseguiu contato.

Já a a Secretaria de Estado de Segurança, que está sob intervenção federal, disse que não vai se pronunciar e orientou a reportagem a procurar a PM, que em nota apenas informou que ocorreu uma briga entre traficantes e que policiais do Batalhão do Méier e de Irajá foram acionados e cercaram a região.

O Centro de Operações da prefeitura, que monitora o trânsito na cidade, chegou a recomendar que os motoristas evitassem a região da avenida Martin Luther King Jr., devido à operação policial.

De acordo com o Metrô Rio, por medida de segurança dois acessos às estações de Vicente de Carvalho e Tomás Coelho foram fechados, mas o serviço de transporte não foi interrompido.

Ano passado, Crivella falou em blindar escolas

No ano passado, a adolescente Maria Eduarda Alves da Conceição, 13, morreu após ser atingida por uma bala perdida na Escola Municipal Daniel Piza, no bairro de Acari, também na zona norte do Rio.

A aluna também estava na aula de Educação Física quando foi atingida por um tiro de fuzil no glúteo. Maria Eduarda foi baleada durante confronto entre policiais militares e traficantes.

Na época, as investigações mostraram que o tiro que atingiu Maria Eduarda partiu da arma de um dos PMs que participava de um confronto na região.

Na ocasião, o prefeito Marcelo Crivella (PRB) chegou a anunciar que colocaria paredes blindas nas escolas.

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