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Em SP, ônibus operam com frota de 73%; metrô e trem anteciparam serviços

Ponto de ônibus lotado na avenida Brigadeiro Luís Antônio, em São Paulo, nesta segunda-feira (28) - Renato S. Cerqueira/Futura Press/Estadão Conteúdo
Ponto de ônibus lotado na avenida Brigadeiro Luís Antônio, em São Paulo, nesta segunda-feira (28) Imagem: Renato S. Cerqueira/Futura Press/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

29/05/2018 06h34Atualizada em 29/05/2018 10h54

Por conta da falta de combustível provocada pela greve dos caminhoneiros, a cidade de São Paulo operava com 73% da frota de ônibus programada por volta das 10h30 desta terça-feira (29). Segundo a SPTrans, autarquia municipal que administra o transporte de ônibus na cidade, os ônibus vão operar com 60% a 70% da frota por todo o dia.

Em função da redução no número de ônibus, as linhas do Metrô de São Paulo e da CPTM (Companhia de Trens Metropolitanos) terão o horário de funcionamento estendido: os serviços começaram hoje às 4h e devem permanecer até a 1h da quarta-feira (30).

A exceção é a linha 13-Jade da CPTM, que continua funcionando em operação assistida, das 10h às 15 horas.

A partir desta terça as empresas de ônibus ficam autorizadas a operarem as linhas noturnas a partir das 00h com 50% da frota, dobrando o período dos intervalos.

Em entrevista concedida à Rádio Eldorado, o secretário Municipal de Mobilidade e Transportes de São Paulo, João Octaviano Machado Neto, disse nesta terça-feira que o que existe agora é uma tentativa de "incrementar o estoque [de combustível] das garagens que operam os transportes públicos". Contudo, o secretário ressaltou que a situação está "no limite".

Na segunda, o prefeito Bruno Covas (PSDB) descartou feriado e garantiu a circulação de ônibus --ainda que com restrição -- até quarta-feira.

O rodízio de veículos continuará suspenso por toda semana. A medida vem sendo adotada desde a última quinta-feira. Apesar disso, a média de trânsito na cidade está muito abaixo do normal.

Também foi autorizada a circulação irrestrita de caminhões pela cidade de São Paulo durante toda a semana.

No caso do diesel para a circulação de ônibus, Covas disse que há combustível para a circulação ao menos até terça (29) e afirmou que a prefeitura "está buscando combustível para quarta-feira [30]".

As aulas nas escolas municipais foram mantidas para esta terça. Segundo a prefeitura, a oferta de merenda está garantida, com cardápio adaptado de acordo com o estoque de cada unidade.

A USP (Universidade de São Paulo) suspendeu as atividades dos cursos de graduação até a quarta-feira (30) por causa do desabastecimento de combustíveis e cada unidade irá decidir se cancela ou não as atividades de pós-graduação e extensão nesse período.

A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) suspendeu também todas as atividades acadêmicas até quarta, por causa da greve. Os serviços de saúde estão mantidos, mas a instituição orienta a população a buscar atendimento nas unidades de saúde da Unicamp somente em situações de emergência. 

A Unesp, também estadual, sugeriu aos coordenadores dos seus centros suspendam as atividades de ensino de graduação, "respeitando as especificidades de cada unidade", até a próxima quarta-feira.

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