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Confronto em favela vizinha a Copacabana deixa um morto dois dias após ação militar

21.jun.2018 - Militares no morro da Babilônia observam a orla de Copacabana em operação dois dias atrás - Pablo Jacob/Agência O Globo
21.jun.2018 - Militares no morro da Babilônia observam a orla de Copacabana em operação dois dias atrás Imagem: Pablo Jacob/Agência O Globo

Do UOL, em São Paulo

23/06/2018 11h43

Um homem foi morto e outro ficou ferido durante um confronto entre facções rivais na comunidade de Babilônia, próxima a Copacabana, na manhã deste sábado (23), segundo informações da Política Militar do Rio de Janeiro. O homem foi ferido na rua do Rosário, no Leme, e foi socorrido pelo Samu. O outro baleado morreu.

O tiroteio ocorreu dois dias depois de uma ampla ação com 1.800 homens do Exército e 50 policiais do Bope, tropa de elite da PM, na região, que é palco de uma série de tiroteios envolvendo as facções criminosas Comando Vermelho, que controla o morro da Babilônia, o Terceiro Comando Puro, baseado no Chapéu Mangueira, e forças policiais.

Na ação de quinta, os militares ocuparam as duas favelas em busca de criminosos, drogas e armas e encontraram restos mortais compatíveis com cadáveres humanos. Segundo o Comando Conjunto, os restos mortais encontrados na região passarão por perícia --ainda não é possível saber quantas vítimas são tampouco há quanto tempo foram assassinadas. A operação foi pacífica, sem resistência de criminosos.

 

A polícia investigará agora se o encontro dos restos mortais tem ligação com os choques entre as facções rivais. Elas disputam pontos de venda de drogas cobiçados em razão da proximidade com a praia do Leme (vizinha a Copacabana), o que faz com que sejam frequentados por clientes de poder aquisitivo mais alto.

No início do mês, sete corpos de supostos traficantes foram encontrados na região que engloba um costão próximo à praia Vermelha, na Urca, outro bairro de classe média alta carioca, e uma mata que liga a Urca às duas favelas e ao bairro do Leme

Familiares das vítimas atribuíram as mortes a policiais, pois, dois dias antes, homens do Bope participaram de intensa troca de tiros com suspeitos --o episódio levou ao fechamento do teleférico do Pão de Açúcar e do aeroporto Santos Dumont. Porém, a Polícia Civil afirmou que sua linha principal de investigação era de que as vítimas haviam sido mortas em confrontos entre traficantes em dias diferentes.

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