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Governo "repete" Bolsonaro e usa caneta em campanha publicitária sobre arma

Bolsonaro exibe caneta antes de assinar decreto que modifica a regulamentação para posse de armas - Pedro Ladeira/Folhapress
Bolsonaro exibe caneta antes de assinar decreto que modifica a regulamentação para posse de armas Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress

Gustavo Maia

Do UOL, em Brasília

15/01/2019 17h11

Antes de assinar o decreto que facilita a posse de armas de fogo no Brasil no início da tarde desta terça-feira (15), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) fez questão de exibir às câmeras a caneta esferográfica com que escreveria seu nome no papel.

"Como o povo soberanamente decidiu por ocasião do referendo de 2005, para lhes garantir esse legítimo direito de defesa, eu, como presidente, vou usar essa arma", anunciou Bolsonaro. Não foi à toa. Horas depois, as redes sociais do Palácio do Planalto usou a mesma metáfora em uma campanha publicitária divulga nas redes sociais para explicar o ato do presidente.

Horas depois, as redes sociais do Palácio do Planalto usaram a mesma metáfora em uma campanha publicitária divulga nas redes sociais para explicar o ato do presidente.

A peça diz que "para garantir um dos mais importantes direitos do cidadão, o governo usou essa arma" ao mesmo tempo em que exibe a ponta de uma caneta semelhante à usada por Bolsonaro --que pelo ângulo apresentado parece uma munição.

Enquanto o texto é dito por um narrador, ouve-se o barulho de uma arma sendo engatilhada.

A caneta então é mostrada de perfil, e em seguida desenha a nova logomarca do governo federal, cujo slogan é "Pátria Amada Brasil".

Veja a campanha publicitária do governo:

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"Foi assinado o decreto lei que assegura o direito de posse de arma para legítima defesa", explica a propaganda, acrescentando que trata-se de direito assegurado pela Constituição.

O narrador diz ainda que essa medida regulariza a compra e posse de armas por "pessoas de bem em todo o país".

"Uma conquista que dá a cada um a liberdade de ter ou não arma para sua proteção. Porque uma democracia se faz com a defesa dos direitos de todos", conclui o texto.

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